Nove profissões podem ganhar direito de andar armadas com nova proposta no Brasil

Porte de arma pode ser ampliado para nove profissões por meio de projeto aprovado em comissão da Câmara. Saiba mais.

Nove categorias profissionais podem ganhar novas regras para o porte de arma caso um projeto em tramitação no Congresso Nacional seja aprovado. A proposta altera o Estatuto do Desarmamento e amplia o grupo de profissionais que poderia ter acesso ao porte funcional.

O texto foi aprovado pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados, mas ainda não virou lei. A proposta precisa continuar sua tramitação e ser aprovada nas demais etapas antes de produzir efeitos.

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Quais profissões estão na proposta?

O substitutivo analisado pela Câmara amplia o porte funcional para nove categorias.

Entre elas estão agentes fiscais e auditores fiscais com poder de polícia administrativa, peritos oficiais criminais, agentes socioeducativos, agentes de trânsito, oficiais de justiça, agentes de fiscalização ambiental, defensores públicos, integrantes da advocacia pública e procuradores estaduais e do Distrito Federal, além de agentes de proteção da criança e do adolescente.

A proposta estabelece condições diferentes de acordo com a atividade exercida.

Agentes de trânsito teriam regras específicas

No caso dos agentes de trânsito, o texto prevê o porte para profissionais que estejam vinculados aos órgãos e entidades executivos de trânsito ou rodoviários e que exerçam efetivamente atividades de fiscalização ou patrulhamento nas vias.

Portanto, a proposta não trata o benefício como uma autorização indiscriminada para qualquer funcionário da área.

Oficiais de justiça também aparecem na lista

Os oficiais de justiça estão entre as categorias incluídas no texto.

A previsão, porém, está relacionada aos profissionais que atuam em processos criminais envolvendo violência ou grave ameaça.

A proposta estabelece, portanto, critérios ligados ao nível de risco enfrentado durante o exercício da função.

Porte de arma seria funcional

Outro ponto importante é que a proposta trata principalmente do porte funcional, ligado ao exercício das atividades profissionais.

Para algumas das novas categorias, o armamento seria de propriedade da própria instituição e ficaria sujeito às regras de controle, guarda e fiscalização estabelecidas no texto.

Isso significa que a eventual aprovação não representaria simplesmente uma autorização geral para qualquer integrante das profissões comprar e portar uma arma particular sem outras exigências.

Vigilantes e guardas municipais também aparecem no projeto

O projeto original, apresentado pelo deputado Gilvan da Federal, tratava principalmente da ampliação do porte para guardas civis municipais e vigilantes.

Durante a tramitação, o texto recebeu um substitutivo que ampliou o debate e incluiu outras categorias profissionais. A proposta também estabelece regras relacionadas à comprovação da atividade de risco e aos requisitos para o porte.

Projeto ainda precisa avançar no Congresso

Apesar da aprovação na Comissão de Segurança Pública, o porte de arma ainda não foi liberado para essas nove categorias.

A situação atual do PL 302/2026 mostra que a proposta aguarda designação de relator na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.

Depois das etapas necessárias na Câmara, o texto ainda poderá precisar passar pelo Senado, dependendo da tramitação e das alterações realizadas.

Por isso, as regras atuais continuam valendo enquanto o projeto não for transformado em lei.

O que pode mudar se a proposta for aprovada?

Se o texto avançar sem novas alterações, profissionais das categorias incluídas poderão ter uma previsão legal específica para o porte funcional de arma de fogo, desde que atendam às condições estabelecidas.

A proposta também cria parâmetros para avaliar a atividade de risco e estabelece mecanismos de controle sobre as armas utilizadas pelos servidores.

A aprovação em uma comissão, porém, não significa que essas mudanças já estejam valendo.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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