El Niño ganha força e pode provocar mudanças no clima do Brasil nos próximos meses

El Niño tem 75% de chance de ser o mais forte desde 1950. Fenômeno pode aumentar chuvas no Sul e reduzir precipitações no Norte e Nordeste.

O El Niño está ganhando força e pode entrar para a história como o fenômeno mais intenso registrado desde 1950. Uma nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) aponta 75% de probabilidade de que o episódio alcance esse nível entre outubro e dezembro de 2026.

A previsão também indica mais de 90% de chance de ocorrência de um El Niño muito forte durante a primavera e o verão de 2026/2027 no Hemisfério Sul.

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El Niño ganha força no Oceano Pacífico

O fenômeno vem se intensificando rapidamente ao longo de 2026. Em agosto, as anomalias da temperatura da superfície do mar ultrapassaram 3°C no Pacífico Equatorial Leste.

Na região Niño 3.4, uma das principais referências utilizadas pelos órgãos meteorológicos para acompanhar o fenômeno, o índice chegou a +1,8°C. Na região Niño 1+2, o valor alcançou +3,4°C.

A expectativa é que o aquecimento continue avançando até o fim do ano.

O que pode acontecer no Brasil

Os efeitos do El Niño não são iguais em todo o território brasileiro. O fenômeno costuma alterar a distribuição das chuvas e das temperaturas conforme a região.

No Sul, a tendência histórica é de aumento das chuvas, o que pode elevar a possibilidade de temporais, cheias e outros eventos extremos.

Já no Norte e em parte do Nordeste, o El Niño tende a favorecer períodos de chuva abaixo da média. Segundo o Inmet, esse cenário pode contribuir para a redução dos níveis dos rios, afetar a navegação, a pesca e o abastecimento de água.

Fenômeno pode ser histórico

A probabilidade de 75% divulgada pela NOAA não significa que um recorde já esteja confirmado. Trata-se de uma projeção sobre a possibilidade de o episódio atingir uma intensidade superior à dos eventos registrados desde 1950.

A previsão considera o comportamento das temperaturas do Oceano Pacífico e outros indicadores atmosféricos e oceânicos acompanhados pelos centros meteorológicos.

Brasil monitora os efeitos do El Niño

No país, o fenômeno é acompanhado por diferentes órgãos públicos, incluindo Inmet, Inpe, Cemaden, Agência Nacional de Águas e Defesa Civil.

As projeções climáticas são atualizadas conforme novas informações são registradas. Por isso, os impactos previstos para cada região podem sofrer alterações ao longo dos próximos meses.

O cenário atual, porém, coloca o Brasil em atenção para uma possível intensificação do El Niño durante a primavera e o verão de 2026/2027.

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Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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