A previsão do tempo indica uma semana de mudanças significativas em várias regiões do Brasil. Uma forte massa de ar polar provoca queda acentuada das temperaturas, principalmente no Sul e no Sudeste, enquanto áreas de instabilidade voltam a ganhar força ao longo dos próximos dias.
No Sul, o frio será o principal destaque no começo da semana. Rio Grande do Sul, Santa Catarina e sul do Paraná têm previsão de temperaturas muito baixas, com possibilidade de marcas negativas nas áreas mais elevadas e formação de geada.
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No Rio Grande do Sul, o risco de geada abrange áreas do oeste, Campanha, centro, norte e Serra Gaúcha. Nas baixadas, as mínimas podem ficar abaixo de 5°C, com possibilidade de temperaturas negativas na Serra Gaúcha e na Serra Catarinense.
Quando a chuva volta a ganhar força
Depois do frio, o cenário muda rapidamente.
A partir de quarta-feira, dia 9, um cavado meteorológico favorece a formação de temporais no oeste de Santa Catarina e no Paraná. A previsão aponta possibilidade de chuva intensa, granizo e rajadas de vento.
A situação fica ainda mais relevante na sexta-feira, dia 11, quando está prevista a formação de um ciclone extratropical entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
O sistema pode provocar chuva forte e temporais nos três estados do Sul.
Chuva pode chegar a 200 mm
O maior alerta da previsão está concentrado no oeste de Santa Catarina e no centro-oeste do Paraná.
Nessas áreas, os acumulados podem alcançar 200 mm em apenas 48 horas, aumentando o risco de alagamentos, deslizamentos de terra e interrupção de atividades no campo.
Nas demais áreas do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, os volumes previstos ficam entre 50 e 70 mm.
O excesso de umidade também pode atrasar trabalhos agrícolas e favorecer alagamentos pontuais.
Sudeste também terá mudanças
O frio também alcança o Sudeste no começo da semana.
São Paulo deve registrar temperaturas bastante baixas, especialmente na capital, litoral e Vale do Ribeira. Há previsão de chuva em pontos do norte, leste e litoral paulista.
No Rio de Janeiro, a circulação marítima mantém o tempo nublado e chuvoso, principalmente na capital, Costa Verde, Região Serrana e Sul Fluminense.
Minas Gerais também terá influência da massa de ar polar, com queda mais acentuada das temperaturas no Sul de Minas, Zona da Mata, leste e Região Metropolitana de Belo Horizonte.
A partir de quinta-feira, porém, o calor volta a ganhar força no Sudeste. As máximas podem passar dos 30°C em todos os estados, chegando a até 38°C em áreas do noroeste de São Paulo, Triângulo Mineiro e norte de Minas.
Centro Oeste terá calor e chuva irregular
Enquanto o Sul enfrenta frio e temporais, o Centro Oeste terá uma combinação de calor, umidade e chuva irregular.
Mato Grosso pode registrar acumulados entre 15 e 20 mm. Em Goiás, algumas áreas podem receber até 50 mm.
Mato Grosso do Sul chama atenção para volumes maiores no centro sul, onde a chuva pode alcançar entre 80 e 100 mm durante a semana.
Apesar da chuva, as temperaturas continuam elevadas em diversas áreas, podendo chegar a 38°C ou 40°C.
Nordeste continua com calor e tempo seco
No interior do Nordeste, o calor e a baixa umidade continuam predominando.
As temperaturas podem chegar a 37°C a 39°C, enquanto a chuva fica mais concentrada na faixa litorânea e em algumas áreas do sul da região.
O cenário mantém elevado o risco de focos de incêndio e pode prejudicar pastagens e algumas lavouras.
Norte terá chuva, mas calor permanece
Na Região Norte, a chuva será mais frequente principalmente no sul e oeste.
Acre, norte de Rondônia, sul e centro oeste do Amazonas, sul do Pará e grande parte do Tocantins podem registrar pancadas de chuva de moderada a forte intensidade, acompanhadas de raios e rajadas de vento.
Mesmo com a instabilidade, o calor continua forte em boa parte da região, com máximas que podem alcançar 40°C.
Semana terá duas mudanças importantes
A previsão aponta, portanto, uma semana dividida em dois momentos no Sul: primeiro, uma forte onda de frio com risco de geada e temperaturas negativas; depois, o retorno das chuvas e a formação de um ciclone extratropical.
O cenário exige atenção principalmente nas áreas que podem receber os maiores volumes de chuva, já que acumulados de até 200 mm em 48 horas podem provocar alagamentos e deslizamentos.

