Greve dos Correios ganha novo capítulo e entregas podem sofrer atrasos em todo o Brasil

A greve dos Correios entrou em uma nova fase e passou a ocorrer por tempo indeterminado. A paralisação começou após trabalhadores rejeitarem a proposta apresentada pela empresa durante as negociações do Acordo Coletivo de Trabalho.

O movimento pode afetar o fluxo de encomendas e outros serviços postais em diferentes regiões do país. Apesar da paralisação, os Correios adotaram medidas para manter parte das operações e reduzir os impactos aos consumidores.

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Greve dos Correios segue sem previsão de encerramento

A paralisação começou na sexta-feira, 11 de setembro, depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pela estatal.

O principal ponto de conflito nas negociações envolve o plano de saúde dos funcionários, aposentados e dependentes. Os trabalhadores questionam mudanças propostas pela empresa para a manutenção do benefício.

Os Correios afirmam que a proposta apresentada preservava 78 das 80 cláusulas do acordo coletivo anterior e previa reajuste de salários e benefícios com base no INPC.

Sem acordo, a empresa acionou o Tribunal Superior do Trabalho para tentar solucionar o impasse.

TST determina que 80% dos funcionários permaneçam trabalhando

Durante a greve, o TST determinou que pelo menos 80% do efetivo permaneça em atividade em cada unidade dos Correios.

A determinação alcança setores de atendimento, tratamento, transporte e distribuição de encomendas, além de áreas administrativas e de suporte consideradas necessárias para a continuidade dos serviços.

A decisão, no entanto, não encerra a greve. O movimento continua por tempo indeterminado enquanto o impasse entre trabalhadores e empresa não é resolvido.

Entregas podem atrasar durante a paralisação

Para quem aguarda uma encomenda, a principal preocupação é o possível aumento no prazo de entrega.

A paralisação não significa que todos os serviços dos Correios serão interrompidos. A empresa mantém agências abertas e afirma estar adotando medidas para preservar as operações.

Mesmo assim, a redução do efetivo em determinadas atividades pode provocar alterações no fluxo de triagem, transporte e distribuição. Por isso, encomendas que já estão em circulação podem levar mais tempo para chegar ao destino.

O impacto também pode variar de acordo com a região e o nível de adesão dos trabalhadores em cada unidade.

O que os Correios estão fazendo para reduzir os impactos?

A estatal colocou em funcionamento medidas de contingência para tentar manter o atendimento e a distribuição.

Entre as ações estão o remanejamento de funcionários administrativos para atividades operacionais, a reorganização de veículos e a realização de mutirões.

Com isso, os Correios buscam preservar o funcionamento da rede mesmo durante a paralisação.

Quando a greve dos Correios pode terminar?

O Tribunal Superior do Trabalho marcou para 21 de setembro o julgamento do dissídio coletivo envolvendo a greve.

Até a data da sessão, porém, ainda existe a possibilidade de que Correios e trabalhadores cheguem a um acordo e encerrem a paralisação antes de uma decisão definitiva.

Portanto, ainda não existe uma data confirmada para o fim da greve.

Greve acontece em meio a crise financeira dos Correios

A paralisação ocorre em um momento delicado para a estatal.

Os Correios registraram prejuízo líquido de aproximadamente R$ 5,55 bilhões no primeiro semestre de 2026, considerando os resultados negativos dos dois primeiros trimestres.

A empresa também busca um novo empréstimo de R$ 7 bilhões, com garantia do Tesouro Nacional, dentro do processo de reestruturação financeira.

O cenário econômico aumenta a pressão sobre as negociações trabalhistas e é um dos fatores que estão sendo considerados pela empresa na tentativa de reduzir despesas e recuperar o equilíbrio financeiro.

O que fazer se uma encomenda estiver atrasada?

Quem possui uma encomenda em trânsito deve continuar acompanhando o rastreamento normalmente.

Um atraso durante a greve não significa necessariamente que o pacote foi perdido. A paralisação pode aumentar o tempo necessário para triagem, transporte e entrega, principalmente em locais com maior adesão ao movimento.

Por isso, a recomendação é acompanhar as atualizações do código de rastreamento e aguardar os próximos desdobramentos da negociação entre os trabalhadores e os Correios.

Enquanto a greve continuar, os prazos previstos para algumas entregas podem sofrer alterações.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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