Clientes relatam pagamentos da Riachuelo associados ao PL; empresa nega irregularidades, diz coluna do UOL

Coluna do jornalista Carlos Madeiro, do UOL, relata reclamações de consumidores em Aracaju sobre pagamentos associados ao PL. Riachuelo nega irregularidades.

Uma coluna do jornalista Carlos Madeiro, publicada no portal UOL, relatou que consumidores de uma loja da Riachuelo no centro de Aracaju, em Sergipe, identificaram referências ao Partido Liberal (PL) em registros relacionados a pagamentos de compras. A publicação apresentou relatos de clientes e informações divulgadas pelo vereador Camilo Daniel (PT), que afirmou que levaria o caso à Justiça Eleitoral.

Procurada pelo jornalista, a Riachuelo negou as informações e declarou que as operações foram regulares. Segundo a empresa, os valores das vendas foram creditados integralmente em uma conta da própria companhia.

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As informações, portanto, reúnem relatos de consumidores, uma denúncia pública feita por um representante político e a manifestação oficial da empresa.

Vereador afirma ter identificado pagamento associado ao PL

De acordo com a coluna de Carlos Madeiro, do UOL, o vereador de Aracaju e deputado estadual eleito Camilo Daniel (PT) publicou um vídeo nas redes sociais no qual apresentou o comprovante de uma compra de R$ 69,90, paga via Pix.

Segundo o relato publicado pelo jornalista, o comprovante exibido no vídeo mostrava o nome “Partido Liberal Aracaju SE Municipal” como destinatário da transação.

Na gravação mencionada pela coluna, Camilo Daniel afirmou que pretendia apresentar uma representação à Justiça Eleitoral. O parlamentar classificou a situação como crime, mas essa declaração corresponde à avaliação feita por ele, não a uma conclusão judicial sobre o caso.

A publicação de Carlos Madeiro também informa que o vereador divulgou o material nas redes sociais antes de a coluna ser publicada.

Outros consumidores relatam situações semelhantes à coluna do UOL

Além do caso apresentado pelo vereador, Carlos Madeiro relatou ter conversado com outros consumidores que afirmaram ter encontrado referências ao PL em registros de pagamentos relacionados a compras realizadas na mesma loja.

Uma das pessoas citadas na coluna é Michele Vasconcelos. Segundo o relato concedido ao jornalista, ela realizou uma compra de R$ 154,97 e posteriormente identificou, ao consultar o aplicativo relacionado à fatura do cartão, uma descrição que mencionava o Partido Liberal de Aracaju.

Michele afirmou à coluna que ficou revoltada ao perceber a referência e que não teria feito voluntariamente uma doação ao partido. Conforme o relato reproduzido por Carlos Madeiro, ela não chegou a formalizar uma denúncia junto a um órgão público.

A coluna também menciona uma segunda consumidora, que pediu para não ser identificada. Segundo o jornalista, ela enviou à reportagem um comprovante relacionado a uma compra de R$ 89,90, na mesma loja.

Os episódios foram apresentados como relatos de consumidores. A existência dessas declarações, por si só, não comprova que a empresa tenha direcionado valores ao partido.

Consumidora diz ter encontrado referência ao PL após compra no cartão

Outro relato reproduzido por Carlos Madeiro é o de Karla Santos. Segundo a coluna do UOL, ela afirmou ter feito uma compra de R$ 45,99 na Riachuelo e percebido posteriormente uma referência ao Partido Liberal ao consultar os registros da transação.

De acordo com a declaração atribuída a Karla na publicação, ela comparou as informações com a nota fiscal da compra e encaminhou o comprovante à reportagem.

A coluna apresenta esse episódio como mais um relato relacionado à loja do centro de Aracaju. Assim como nos demais casos citados, trata-se de uma informação atribuída à consumidora e publicada pelo jornalista, não de uma comprovação independente de irregularidade.

O que a Riachuelo respondeu sobre as acusações?

Em resposta à publicação, a Riachuelo negou as informações divulgadas pelo vereador e pelos consumidores. A manifestação foi reproduzida na coluna de Carlos Madeiro, no UOL.

Segundo a nota da companhia, a venda mencionada foi faturada para a filial Aracaju Centro e o pagamento foi creditado integralmente na conta da empresa.

A Riachuelo afirmou ainda que seus registros fiscais e financeiros, incluindo cupom fiscal, DANFE e dados das transações, demonstrariam a regularidade das operações.

Na mesma manifestação, a empresa declarou que a documentação comprobatória estava à disposição das autoridades competentes e informou que tomaria medidas legais em relação ao caso.

A companhia também contestou a divulgação das informações e alertou para as consequências legais do compartilhamento de conteúdos que considera falsos.

Nota da Riachuelo na íntegra

“A Riachuelo esclarece que as informações divulgadas na publicação não correspondem aos
fatos apurados pela Companhia.

Reiteramos de forma categórica que a operação foi totalmente regular: a venda foi faturada
para a filial Aracaju Centro (CNPJ 33.200.056/0239-47) e o pagamento foi creditado de forma
integral e exclusiva na conta da Companhia.
A total convergência dos nossos registros fiscais e financeiros (incluindo cupom fiscal,
DANFE e dados da transação) atesta a integridade da operação. Toda a documentação
comprobatória já se encontra à disposição das autoridades competentes.
Reafirmamos nosso compromisso com a transparência e alertamos que a criação e o
compartilhamento de informações falsas é crime. Diante da gravidade do tema, a empresa já
está tomando todas as medidas legais cabíveis.”

Acusação contra a Riachuelo não equivale a irregularidade comprovada

O caso relatado por Carlos Madeiro, do UOL, reúne versões diferentes sobre os pagamentos realizados em uma loja da Riachuelo em Aracaju.

De um lado, o vereador Camilo Daniel e consumidores citados pela coluna afirmaram ter encontrado referências ao Partido Liberal em comprovantes ou registros relacionados às compras. De outro, a empresa negou irregularidades e declarou que os valores foram recebidos pela própria companhia.

A confirmação do que ocorreu depende da análise dos documentos e das informações financeiras pelas autoridades competentes, caso sejam formalmente acionadas. Os relatos publicados não permitem, isoladamente, concluir que houve desvio de pagamentos ou doações partidárias involuntárias.

A coluna de Carlos Madeiro, no UOL, é a fonte dos relatos e da resposta empresarial reproduzidos nesta matéria. Até que haja confirmação por investigação ou decisão competente, as alegações devem permanecer identificadas como declarações das pessoas envolvidas.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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