O Bolsa Família passou por uma atualização nos valores pagos às famílias atendidas pelo programa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 17 de setembro de 2026, o Decreto nº 13.120, que determinou a recomposição de 15,04% dos benefícios com base na inflação acumulada no período.
Com a mudança, o valor mínimo garantido por família subiu de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio estimado passou de R$ 675 para R$ 777, embora o valor efetivamente recebido varie conforme a composição familiar e os adicionais a que cada núcleo tem direito.
LEIA TAMBÉM:
- “Cansados de ajudar quem não quer ser ajudado”: Após vitória de Lula, empresa diz que não fará mais doações de cestas básicas e agasalhos
- Estudante de 14 anos cria modelo matemático para detectar mais terremotos, consegue melhora de 16,7% em simulações com apenas cinco sensores e vira finalista de prêmio científico
- “Olha só, o privilégio de vocês estarem aqui”: Havan recebe 7 mil currículos para 200 vagas em SC, escolhe os funcionários da nova megaloja e Luciano Hang faz comunicado sobre carreira dos novos colaboradores
A atualização financeira começou na folha de pagamentos de outubro de 2026. A medida foi apresentada pelo governo federal como uma forma de preservar o poder de compra dos beneficiários diante do aumento dos preços.
Quais são os novos valores do Bolsa Família?
O decreto atualizou diferentes parcelas que compõem o programa. Os valores variam de acordo com o número de integrantes da família e a presença de crianças, adolescentes, gestantes e outros integrantes que atendam aos critérios previstos.
Veja como ficaram os principais benefícios:
- Valor mínimo por família: passou de R$ 600 para R$ 691.
- Benefício de Renda de Cidadania: subiu de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
- Benefício Primeira Infância: aumentou de R$ 150 para R$ 173 por criança de até sete anos incompletos.
- Benefício Variável Familiar: passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível, conforme as regras do programa.
O Benefício Complementar garante que a soma das parcelas calculadas para a família alcance o piso de R$ 691 quando o total dos demais benefícios fica abaixo desse valor.
Por isso, nem todas as famílias recebem exatamente a mesma quantia. O pagamento final depende da composição do núcleo familiar e dos adicionais aplicáveis a cada caso.
Por que o governo reajustou o benefício?
A correção foi calculada com base na variação acumulada de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Esse indicador mede a variação dos preços para famílias com rendimentos mais baixos e é utilizado como referência para acompanhar a inflação que afeta o orçamento doméstico.
Segundo a justificativa oficial, a atualização busca evitar que a alta dos preços reduza o poder de compra do benefício. A recomposição foi estabelecida por decreto, com fundamento na legislação que permite a correção dos valores do Bolsa Família.
A medida atualizou os pagamentos previstos no programa, sem criar um novo benefício ou alterar, por si só, os critérios de elegibilidade das famílias.
Quem tem direito ao valor de R$ 691?
O piso de R$ 691 é destinado às famílias que recebem o Bolsa Família e atendem às regras do programa. Ele não representa um pagamento extra concedido automaticamente a todas as pessoas inscritas no Cadastro Único.
Para ter acesso ao benefício, a família precisa cumprir os critérios de renda e de cadastramento exigidos, além das demais condições aplicáveis. A inscrição no Cadastro Único, isoladamente, não garante a concessão.
As famílias também devem manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as condicionalidades previstas, como as relacionadas à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde, quando aplicáveis.
Quem já recebe o benefício pode consultar as informações de pagamento pelos canais oficiais, como o aplicativo Bolsa Família e o Caixa Tem.
Quando os novos valores começaram a ser pagos?
O Decreto nº 13.120 foi publicado em 17 de setembro de 2026 e passou a produzir efeitos financeiros em 1º de outubro. Os valores atualizados foram incorporados à folha daquele mês, com pagamentos a partir de 19 de outubro, conforme o calendário definido para o programa.
A data exata de recebimento depende do calendário mensal e do último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar.
Para conferir o valor liberado e a data prevista para o depósito, o beneficiário pode consultar o aplicativo Bolsa Família, o Caixa Tem ou os canais oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.
A atualização de 15,04% recompôs os valores do programa conforme a inflação acumulada no período definido pelo decreto. O pagamento de cada família, entretanto, continua condicionado às regras do benefício e aos componentes aplicáveis à sua composição familiar.

