Bolsa Família tem reajuste de 15,04% e valor mínimo sobe para R$ 691; veja os novos valores

Bolsa Família teve reajuste de 15,04% em outubro de 2026. Veja os novos valores e quem tem direito ao piso de R$ 691.

O Bolsa Família passou por uma atualização nos valores pagos às famílias atendidas pelo programa. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou, em 17 de setembro de 2026, o Decreto nº 13.120, que determinou a recomposição de 15,04% dos benefícios com base na inflação acumulada no período.

Com a mudança, o valor mínimo garantido por família subiu de R$ 600 para R$ 691. Já o benefício médio estimado passou de R$ 675 para R$ 777, embora o valor efetivamente recebido varie conforme a composição familiar e os adicionais a que cada núcleo tem direito.

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A atualização financeira começou na folha de pagamentos de outubro de 2026. A medida foi apresentada pelo governo federal como uma forma de preservar o poder de compra dos beneficiários diante do aumento dos preços.

Quais são os novos valores do Bolsa Família?

O decreto atualizou diferentes parcelas que compõem o programa. Os valores variam de acordo com o número de integrantes da família e a presença de crianças, adolescentes, gestantes e outros integrantes que atendam aos critérios previstos.

Veja como ficaram os principais benefícios:

  • Valor mínimo por família: passou de R$ 600 para R$ 691.
  • Benefício de Renda de Cidadania: subiu de R$ 142 para R$ 164 por integrante da família.
  • Benefício Primeira Infância: aumentou de R$ 150 para R$ 173 por criança de até sete anos incompletos.
  • Benefício Variável Familiar: passou de R$ 50 para R$ 58 por integrante elegível, conforme as regras do programa.

O Benefício Complementar garante que a soma das parcelas calculadas para a família alcance o piso de R$ 691 quando o total dos demais benefícios fica abaixo desse valor.

Por isso, nem todas as famílias recebem exatamente a mesma quantia. O pagamento final depende da composição do núcleo familiar e dos adicionais aplicáveis a cada caso.

Por que o governo reajustou o benefício?

A correção foi calculada com base na variação acumulada de 15,04% do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026.

Esse indicador mede a variação dos preços para famílias com rendimentos mais baixos e é utilizado como referência para acompanhar a inflação que afeta o orçamento doméstico.

Segundo a justificativa oficial, a atualização busca evitar que a alta dos preços reduza o poder de compra do benefício. A recomposição foi estabelecida por decreto, com fundamento na legislação que permite a correção dos valores do Bolsa Família.

A medida atualizou os pagamentos previstos no programa, sem criar um novo benefício ou alterar, por si só, os critérios de elegibilidade das famílias.

Quem tem direito ao valor de R$ 691?

O piso de R$ 691 é destinado às famílias que recebem o Bolsa Família e atendem às regras do programa. Ele não representa um pagamento extra concedido automaticamente a todas as pessoas inscritas no Cadastro Único.

Para ter acesso ao benefício, a família precisa cumprir os critérios de renda e de cadastramento exigidos, além das demais condições aplicáveis. A inscrição no Cadastro Único, isoladamente, não garante a concessão.

As famílias também devem manter os dados cadastrais atualizados e cumprir as condicionalidades previstas, como as relacionadas à frequência escolar e ao acompanhamento de saúde, quando aplicáveis.

Quem já recebe o benefício pode consultar as informações de pagamento pelos canais oficiais, como o aplicativo Bolsa Família e o Caixa Tem.

Quando os novos valores começaram a ser pagos?

O Decreto nº 13.120 foi publicado em 17 de setembro de 2026 e passou a produzir efeitos financeiros em 1º de outubro. Os valores atualizados foram incorporados à folha daquele mês, com pagamentos a partir de 19 de outubro, conforme o calendário definido para o programa.

A data exata de recebimento depende do calendário mensal e do último dígito do Número de Identificação Social (NIS) do responsável familiar.

Para conferir o valor liberado e a data prevista para o depósito, o beneficiário pode consultar o aplicativo Bolsa Família, o Caixa Tem ou os canais oficiais do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social.

A atualização de 15,04% recompôs os valores do programa conforme a inflação acumulada no período definido pelo decreto. O pagamento de cada família, entretanto, continua condicionado às regras do benefício e aos componentes aplicáveis à sua composição familiar.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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