Foto: Polícia Civil/Divulgação

A semana foi de trabalho intenso para os agentes da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Canoas. Desde o último sábado (30), eles fazem buscas em um terreno na Avenida Guilherme Schell, no bairro Fátima, a procura de corpos.

O caso começou no dia 23 de novembro. Um homem de 25 anos, que trabalhava no local, desapareceu. Ele participava de uma confraternização no local quando discutiu com um criminoso de 43 anos. Após a briga, o mais velho pegou uma barra de ferro e agrediu a vítima até a morte. Na manhã seguinte, o corpo foi esquartejado e queimado nos fundos desse terreno. “É incomum uma discussão de trabalho gerar a morte de alguém”, afirmou o diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, delegado Mário Souza.

Uma semana depois, os policiais da DHPP chegaram no acusado. Ele foi preso no local e o corpo encontrado com o apoio do Corpo de Bombeiros. No mesmo dia, uma ossada foi encontrada. Segundo apurado por Agência GBC, ela é de uma mulher. “A polícia foi muito rápida em descobrir esse caso”, comentou o delegado.

As buscas por mais corpos no terreno continuaram. Segundo a Polícia Civil, testemunhas procuraram a delegacia e relataram que o criminoso sempre dizia ter matado alguém. Isso, se confirmou, porque na terça-feira (3) duas pernas foram encontradas. Já na última quinta (5) um terceiro corpo foi encontrado no local.

No dia em que o terceiro cadáver foi localizado, também esquartejado, o preso confessou os crimes em depoimento. “Ele assumiu as três mortes, porém não deu muitos detalhes. Falou apenas sobre o primeiro corpo e relatou ter sido uma discussão de trabalho”, relatou o titular da 2ª DPRM.

Agora, a Polícia Civil continua com as investigações. Diligências estão sendo realizadas. A identidade das vítimas ainda não foram confirmadas pelo Instituto Geral de Perícias. “Queremos elucidar esse caso para que as famílias possam promover um enterro digno a essas vítimas”, finalizou o delegado.