Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

O Brasil é o 5º país do mundo em número de feminicídios. A cada, uma média 180 notificações de estupros chegam ás delegacias brasileiras. Apenas estes dois dados confirmam que o Dia Internacional da Mulher, cuja passagem se dá hoje, não pode se resumir a comemorações, ele é, acima disso, de reflexão.

Certamente avançamos muito em políticas públicas para as mulheres, porém, o caminho ainda é longo. Muitas delas seguem recebendo menos do que os homens, não tendo sua jornada de trabalho em casa reconhecida e dividida com seus parceiros, e o pior, diariamente sendo violentadas a maioria das vezes dentro de casa. E a violência não é apenas física, e sim psicológica, de intimidação, discriminação, dominação , diminuição da autoestima, e por aí vai. Embora subjetiva, a violência psicológica fere tanto quanto a física.

O patriarcado e o machismo onipresentes na sociedade, muitas vezes legitimados por representantes públicos, atrasam a evolução. Porém, nós homens precisamos fazer a nossa parte.

Não existem homens feministas, mas sim os que reconhecem a igualdade entre os gêneros, que não exercem dominação, que dividem tarefas, que entendem que a mulher pode ser empresária, chefe, funcionária, atleta, dona de casa, jornalista, advogada, presidente, enfim, pode ser o que ela quiser, sobretudo, independente e dona de si mesma, de suas atitudes e vontades.

Todos os dias são ocasiões de apoiar a luta feminina. Se achar necessário, as presenteiem com flores, mas o que elas precisam mesmo, diariamente, é de respeito.

“Não acredito que existam qualidades, valores, modos de vida especificamente femininos: seria admitir a existência de uma natureza feminina, quer dizer, aderir a um mito inventado pelos homens para prender as mulheres na sua condição de oprimidas. Não se trata para a mulher de se afirmar como mulher, mas de tornarem-se seres humanos na sua integridade”. Simone de Beauvoir