Foto: Jaime Zanatta/GBC

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, afirmou neste domingo (21) que o município tomará medidas mais restritivas, mesmo se o Governo do Estado voltar a classificar a região com a bandeira laranja, que prevê a manutenção do funcionamento do comércio e outras atividades econômicas. Para isso, Busato fará uma reunião na segunda-feira (22) para discutir o tema.

O prefeito ressaltou que é consenso entre gestores das cidades da região 08 a necessidade de ampliar as restrições para frear o impacto do coronavírus. “Mesmo que o Governo do Estado analise o nosso recurso e volte a classificar a região com bandeira laranja, a partir de terça-feira iremos restringir muitas atividades para evitar a circulação de pessoas na rua e tomaremos medidas mais enérgicas para solicitar o uso de máscara pela população”.

Durante a transmissão, o secretário da Saúde de Canoas, Fernando Ritter, pontuou os fatores que mais contribuíram para a mudança: a velocidade do avanço de novos casos de coronavírus e da ocupação de leitos de UTI adulto. Segundo os dados do Estado, a taxa de ocupação de leitos de UTI adulto está em 86,5% na região R08. Se for considerado apenas Canoas, o indicador chega a 91%.

A região de agrupamento R08, que tem Canoas como referência e é composta por outros 17 municípios, foi classificada pelo plano de distanciamento controlado do Estado com a bandeira vermelha. O anúncio ocorreu no final da tarde de sábado (20).

Prefeito pedirá reclassificação

O prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato se reuniu com os gestores de outras cidades da região para discutir ações em conjunto para frear os crescimento da doença, propor novas medidas de distanciamento social e encaminhar ao governo estadual pedido de reconsideração.

Nesse domingo, os prefeitos da região encaminharam um documento ao Governo do Estado para que a decisão de colocar a área em bandeira vermelha seja reconsiderada. Ao mesmo tempo em que as administrações municipais contestam informações sobre a capacidade do sistema de saúde e anunciam a abertura de novos leitos de UTI, por exemplo, as mesmas se demonstram dispostas a adotar novas medidas restritivas, como fechar o comércio no próximo final de semana, 27 e 28 de junho, visando reduzir a circulação de pessoas nesses dias.

As prefeituras abriram 16 novos leitos de UTI, sendo 10 no Hospital de Pronto Socorro (HPSC) e três no Hospital Universitário (HU), ambos em Canoas, e seis no Hospital São Camilo, em Esteio. Com isso, a quantidade de vagas livres nas UTIs da região passam de 15 para 34, mesmo número da última semana. Além disso, o Hospital Universitário (HU) de Canoas inaugurou 200 novos leitos na última semana.

Caso for confirmada a bandeira vermelha, as medidas restritivas passam a valer a partir de terça-feira (23), quando serão feitas alterações necessárias nos decretos municipais.

Bandeira vermelha: quais são as principais restrições?

Sob bandeira vermelha, o comércio de rua só pode funcionar para vender itens essenciais (artigos de saúde, alimentos, higiene, entre outros), e desde que com limitação de 50% no número de funcionários. Os demais tipos de estabelecimento devem permanecer fechados.

Nos shoppings, também só fica liberado o acesso a serviços como supermercados, farmácias e lavanderias, com 25% dos empregados. Restaurantes não podem receber clientes, apenas funcionar por telentrega, drive-thru ou retirada.