Foto: Jaime Zanatta/Agência GBC

O delegado Pablo Queiroz Rocha, titular da Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA) de Canoas, descobriu durante a investigação da Operação Innocentia que pedófilos estavam se aproximando das vítimas, crianças e adolescentes, através das redes sociais. “A gente quer saber o que eles faziam no ambiente virtual”, comentou o delegado.

Através dessas conversas, os criminosos conseguiam fotos intimas de crianças e adolescentes. Esses contatos podem ocorrer através de Jogos, chats e mídias sociais. “Tudo tem sido utilizado para a prática de atos de assédio a crianças e adolescentes e para a disseminação de material pornográfico”, afirmou o delegado regional Mário Souza, diretor da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM).

Para apurar esse crime, foram cumpridos, em parceria com o IGP, cinco mandados de busca e apreensão que resultaram em quatro prisões flagrante. As ordens judiciais eram de Canoas, São Leopoldo e Novo Hamburgo.

O objetivo da operação era de prender e ensejar a punição de quem se aproveita do anonimato da internet para cometer de crimes sexuais contra crianças e adolescentes. “É importante a gente reprimir esse tipo de crime, principalmente, nos tempos de pandemia”, finalizou o delegado Mário.

Agora, a investigação segue para ver se os presos também não eram produtores deste tipo de conteúdo. “Naturalmente, o consumo te leva ao desejo de produzir e reproduzir o material”, pontuou o titular da DPCA.