Foto: Yagor Marrone/Arquivo Pessoal

A família do pastor e morador da Vila Feliz, em Sapucaia do Sul Leomar Machado, 54, realizaram na tarde desta quinta-feira (21), uma manifestação na frente do Fórum do Município, para obter respostas sobre Leomar. Familiares vieram de Rosário do Sul, cidade natal de Leomar, para se juntar ao grupo que pedia respostas.

Completou um mês na última quarta-feira (20) o sequestro de Leomar. Ele estava em casa na noite de 20 de dezembro quando, três criminosos armados invadiram o imóvel e levaram o homem que também era pastor em uma igreja do bairro.

No momento do crime, conforme o boletim de ocorrência registrado na Polícia Civil, apenas a enteada de 11 anos do pastor estava na residência. Ela viu tudo e relatou para os familiares. “Não aconteceu nada com a criança, ela não foi agredida nem nada, ela só presenciou a cena”, contou o delegado Gabriel Borges, titular da 1ª Delegacia de Polícia, que investiga o caso. Durante a fuga, criminosos deixaram o celular da vítima para trás.

Segundo o delegado, a vítima não tinha nenhuma relação com o crime organizado, porém os familiares acreditam que o sequestro possa estar relacionado a uma prisão feita pela Brigada Militar na região, na qual os policiais também apreenderam uma grande quantidade de drogas, pertencentes à organização criminosa que atua na região. Por isso, uma hipótese inicial, de acordo com Borges, é que o crime possa ter sido uma forma de represália, por parte dos criminosos, por acharem que Leonardo possa ter informado à polícia sobre a atividade criminosa.

Leomar ainda não foi localizado. O delegado ressaltou que já foram feitas buscas atrás do pastor em Cachoeirinha, Canoas, Montenegro e Nova Santa Rita. “Nossa investigação está avançada”, finalizou o delegado.