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O delegado Rodrigo Pohlamnn Garcia, responsável pelo caso do empresário de Canoas que é acusado de matar a esposa, o filho, a mãe, a sogra e se suicidar em seguida, já escutou alguns familiares e amigos da família. O caso completou uma semana nesta quarta-feira (4).

Os investigadores escutaram até o momento, dois irmãos do empresário, a tia da esposa que estava na residência no momento das mortes e sobreviveu, uma amiga do casal e dois funcionários do condomínio onde aconteceu o crime. Um dos pontos que, de acordo com o titular da 4ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) de Porto Alegre, está esclarecido é como o empresário teria tido acesso às armas que pertenciam ao sogro dele. “Pelo desenho que se fez do cenário, o ingresso das armas na casa deve ter acontecido na segunda-feira ou mais tardar na terça-feira de manhã”, afirma em entrevista a GZH.

As duas espingardas de calibre 12, conforme apurado pelos policiais, teriam ficado armazenadas no sótão da residência em que a família vivia. “Nenhuma das pessoas ouvidas até o momento imaginava o que poderia acontecer”, ressalta o delegado.

Os investigadores ainda questionaram os depoentes se o empresário tinha o costume de utilizar armas. Os relatos escutados pelos policiais é que ele, possivelmente, aprendeu a usar durante as pescarias e caçadas que fazia com o sogro.

Pensamento suicida

Um dos pontos que chama a atenção do delegado durante os depoimentos, é que dias antes do crime, o empresário vinha fazendo questionamentos a pessoas próximas sobre o que acontecia com um suicida e se havia via após a morte. “Como estavam vivendo aquele momento tendo em vista a morte do sogro, não levaram em consideração. Após o fato acontecer, isso chamou atenção. Mas ele manteve a rotina normal, nada que levasse a alguma suspeita”, relata Pohlamnn.

A única sobrevivente da tragédia familiar foi uma das que teve essa conversa com o empresário. A mulher relatou durante depoimento que era comum que o homem desse remédio para familiares e, por isso, não desconfiou de nada.

Dívida pode ser o principal motivo

Familiares confirmaram para os policiais que a família passava por problemas financeiros. Porém, sem exceção, todos informaram que não suspeitavam que a dívida pudesse levar a esse desfecho. “´Há uma dívida que estava em processo de repactuação com o banco e os irmãos entendem que isso pode ter afetado a saúde mental dele, embora não ele não deixasse a família enxergar. E, segundo os relatos, a família mais próxima como esposa, mãe e filho, não sabiam dessa crise”, comenta o delegado em entrevista a GZH.

Os policiais também apuraram que o empresário não passava por tratamentos psicológicos. Nos próximos dias, mais familiares serão escutados. O inquérito deverá ser concluído até a próxima semana. Conforme o delegado, caso a conclusão seja que o autor foi mesmo o empresário, fica extinta qualquer tipo de punição, já que ele está morto.

Quem são as vítimas

O empresário foi identificado como Octávio Driemeyer Júnior de 44 anos, a esposa, Lisandra Lazaretti Driemeyer de 45, o filho Enzo Driemeyer de 14 anos, a mãe Delci Driemeyer de 79 e a sogra, Geraldina Lazaretti de 81.