Foto: Jaime Zanatta/GBC

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A Secretaria Municipal de Canoas (SMS) informou nesta quinta-feira (4) que é uma moradora do bairro Mathias Velho, a mulher de 46 anos, é o primeiro caso confirmado de varíola dos macacos na cidade. Ela está sendo monitorada pela Vigilância Sanitária.

De acordo com a SMS, o diagnóstico foi feito após a mulher procurar atendimento na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Liberty Conter. Ela apresentava sintomas comuns da doença, como febre, dor de cabeça, dores musculares, calafrios, manchas vermelhas na pele e inchaço dos nódulos na região dos gânglios.

Durante atendimento, a paciente foi submetida a exames que confirmaram a contaminação pela monkeypox. Segundo a SMS, a mulher não viajou e está estável.

Sobre a doença

A monkeypox é uma causada por um vírus. Foi diagnosticada e identificada na década de 1960 primeiro em macacos, por isso ficou conhecida como “varíola dos macacos”. Essa doença tem caráter endêmico em alguns países da África Central e da África Ocidental. Ao longo da história da saúde pública mundial, houve surtos em alguns países, como, por exemplo, nos Estados Unidos, mas com poucos casos. Porém, neste ano foi identificado o primeiro grande surto em países não endêmicos, ou seja, países que não são da África Central e da África Ocidental, com circulação sustentada do vírus.

Transmissão, prevenção e tratamento

A principal forma de transmissão é por meio do contato pele com pele, secreções ou por objetos pessoais do paciente infectado. O período de incubação (tempo entre o contágio e o aparecimento de sintomas) é geralmente de seis a 13 dias, mas podendo chegar a até 21. Inicialmente a pessoa apresenta febre, dor de cabeça intensa, dor nas costas e inchaço nos linfonodos (pescoço, axila ou virilha). Lesões na pele costumam surgir mais frequentemente na face e extremidades. 

Considerando que a transmissão ocorre por contato direto prolongado com pessoas infectadas ou por objetos contaminados (como toalhas, lençóis, talheres), recomendam-se como formas de prevenção o isolamento dos doentes (com uso de máscara) e a intensificação de medidas de higiene individuais (lavagem de mãos) e ambientais (desinfecção de superfícies de toque do paciente).

Os pacientes diagnosticados devem receber líquidos e alimentos para manter o estado nutricional adequado e manter as lesões cutâneas limpas e secas.