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11 de fevereiro de 2026

Projeto de lei prevê o fim dos carros a gasolina; entenda

Proposta em análise prevê fim das vendas de veículos movidos a combustíveis fósseis e restrição de circulação a partir de 2040

A venda de carros novos movidos a gasolina, diesel ou gás natural pode ser proibida no Brasil a partir de 2030. A proposta está prevista no Projeto de Lei do Senado (PLS) 304/2017, que cria uma política gradual de substituição de veículos movidos a combustíveis fósseis.

O texto voltou ao centro do debate em Brasília e já passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Atualmente, aguarda análise na Comissão de Meio Ambiente (CMA), onde tramita em caráter terminativo, ou seja, se aprovado, pode seguir diretamente para a Câmara dos Deputados.

O que o projeto prevê na prática

O PLS 304/2017 estabelece duas etapas principais:

  • A partir de 1º de janeiro de 2030: proibição da venda de carros novos movidos a gasolina, diesel ou gás natural;
  • A partir de 2040: proibição da circulação de veículos abastecidos com combustíveis fósseis.

Existem exceções previstas no texto para:

  • Veículos de coleção;
  • Veículos oficiais e diplomáticos;
  • Carros de visitantes estrangeiros por período limitado.

O projeto também deixa claro que continuam permitidos:

  • Veículos abastecidos exclusivamente com biocombustíveis, como etanol e biodiesel;
  • Carros elétricos a bateria;
  • Modelos híbridos que não utilizem combustíveis fósseis.

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Etanol pode ser o diferencial brasileiro

Diferentemente da Europa, onde a transição é focada principalmente em veículos elétricos, o Brasil conta com forte produção de etanol e biodiesel.

O projeto preserva explicitamente veículos movidos exclusivamente a biocombustíveis, o que mantém espaço para carros flex e híbridos flex como alternativa de descarbonização.

Nos últimos anos, a produção de etanol e biodiesel cresceu de forma significativa, fortalecendo o argumento de que o Brasil pode seguir um caminho próprio na transição energética.

Frota antiga e carros elétricos caros são desafios

Apesar da proposta, especialistas apontam obstáculos importantes:

  • O Brasil possui uma frota superior a dezenas de milhões de veículos, com idade média elevada;
  • Carros elétricos ainda têm preço elevado para a maioria das famílias;
  • O transporte de cargas depende fortemente do diesel;
  • A infraestrutura de recarga elétrica ainda é limitada em muitas regiões.

Esses fatores tornam a transição complexa, especialmente dentro dos prazos previstos para 2030 e 2040.

Como está a tramitação do projeto

O texto já foi aprovado na CCJ e aguarda votação na Comissão de Meio Ambiente do Senado. O relator atual é o senador Cid Gomes, e a proposta pode passar por audiência pública antes da votação.

Se aprovado na comissão sem recurso ao plenário, o projeto segue para análise da Câmara dos Deputados, onde ainda poderá ser alterado.

O que isso significa para o motorista

Mesmo que o projeto ainda esteja em tramitação, a discussão acompanha uma tendência global de restrição a veículos movidos a combustíveis fósseis.

Países europeus já aprovaram metas semelhantes, embora alguns tenham debatido flexibilizações recentes. No Brasil, a possível lei ainda pode sofrer mudanças até a decisão final.

Para o consumidor, a recomendação é acompanhar a tramitação e considerar fatores como eficiência energética, uso de etanol e adoção de modelos híbridos ou elétricos ao planejar a troca de veículo.

Por enquanto, abastecer com gasolina não é crime. Mas o debate sobre o futuro dos carros a combustão no Brasil já está oficialmente em andamento.

Josué Garcia
Josué Garcia
Estudante de jornalismo e redator de SEO, Josué Garcia escreve sobre cotidiano.
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