Um caso envolvendo redes sociais e ambiente de trabalho chamou atenção após a Justiça manter a demissão por justa causa de um funcionário que publicou vídeos debochando da própria empresa.
O trabalhador, que atuava como auxiliar de serviços gerais, chegou a exibir atestados médicos e odontológicos usados para justificar faltas, mas o conteúdo foi interpretado como grave pela Justiça.
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Justa causa foi mantida após vídeos com deboche
A decisão foi confirmada pela Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região, que entendeu que houve quebra de confiança na relação de trabalho.
Nos vídeos, o funcionário aparece fazendo comentários em tom de ironia sobre as faltas:
“Hoje é quinta-feira. Trabalhei toda a semana, tranquilo. Amanhã vai na UPA, pega quatro dias…”
A fala foi considerada um indicativo de que o trabalhador estaria incentivando ou simulando situações para se ausentar do trabalho.
Publicações nas redes sociais pesaram na decisão
Mesmo alegando que o conteúdo era apenas humorístico, o argumento não foi aceito pela Justiça.
Segundo o entendimento da relatora do caso, a conduta ultrapassou o limite de uma simples brincadeira e teve impacto direto na relação profissional.
A decisão destacou que os vídeos:
- Ridicularizavam a empresa
- Comprometiam a imagem do empregador
- Geravam interpretação de má conduta
Funcionário perde direitos após justa causa
Com a manutenção da justa causa, o trabalhador perdeu uma série de direitos trabalhistas, como:
- Saque do FGTS com multa de 40%
- Seguro-desemprego
- Verbas rescisórias
- Pedido de indenização por danos morais
A Justiça reforçou que o julgamento não analisava a validade dos atestados, mas sim o comportamento adotado nas redes sociais.
O que pesou na decisão da Justiça
De acordo com o tribunal, o ponto central foi a quebra de confiança, um dos pilares da relação entre empregado e empresa.
Mesmo sem citar diretamente o nome da empregadora, o conteúdo divulgado foi considerado suficiente para justificar a demissão imediata.

