Quem pretende tirar a primeira CNH pode precisar gastar mais e enfrentar uma nova etapa no processo de habilitação. O governo federal decidiu que os Detrans deverão exigir exame toxicológico para quem buscar a primeira carteira nas categorias A e B, usadas para motos e carros.
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A exigência havia sido vetada anteriormente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas o Congresso Nacional derrubou o veto no fim de 2025 e retomou a obrigatoriedade do exame.
Exame toxicológico para CNH passa a valer também para carro e moto
Até então, o exame toxicológico era exigido apenas para motoristas das categorias C, D e E, voltadas ao transporte de cargas e passageiros.
Agora, a regra também será aplicada a quem deseja obter a primeira habilitação para dirigir carro ou motocicleta. Segundo determinação enviada pelo governo, a CNH provisória só poderá ser emitida após resultado negativo no exame.
O teste é feito com amostras de cabelo, pelos ou unhas e consegue identificar o uso de substâncias psicoativas em um período de até 90 dias.
Nova exigência ainda gera dúvidas
Apesar da decisão, ainda existem dúvidas sobre quando a cobrança começará oficialmente em todo o país. Isso porque a medida ainda depende de regulamentação do Contran.
A expectativa é que as novas regras entrem em vigor ainda em 2026.
Medida pode aumentar custo para tirar habilitação
A inclusão do exame toxicológico pode elevar o custo total para quem pretende tirar a primeira CNH, principalmente entre jovens e pessoas de baixa renda.
O exame já é conhecido entre caminhoneiros e motoristas profissionais, mas agora deve atingir milhões de brasileiros que pretendem dirigir carro ou moto pela primeira vez.

