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30 de maio de 2026

Pais podem acabar na Justiça por recusarem vacinas dos filhos, e decisão acendeu debate no Brasil

Uma decisão recente do Superior Tribunal de Justiça reacendeu o debate sobre vacinação infantil no Brasil e passou a preocupar famílias que se recusam a imunizar os filhos.

O tribunal decidiu que pais podem ser multados caso deixem de vacinar crianças contra a Covid-19 quando houver recomendação oficial das autoridades sanitárias.

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Justiça entende que vacinação infantil pode ser obrigatória

A decisão foi tomada pela Terceira Turma do STJ ao analisar o caso de um casal do Paraná que se recusou a vacinar a filha mesmo após orientações do Conselho Tutelar e do Ministério Público.

Segundo o tribunal, a recusa pode ser considerada negligência parental quando a vacina estiver:

  • incluída no Programa Nacional de Imunizações;
  • prevista em lei;
  • determinada pelas autoridades sanitárias com base científica.

Os ministros mantiveram multa aplicada aos pais com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Pais podem receber multas previstas no ECA

O artigo 249 do ECA prevê multas que podem variar entre três e 20 salários mínimos para responsáveis que descumprirem deveres ligados à proteção da saúde infantil.

A ministra Nancy Andrighi afirmou que o direito à saúde da criança prevalece sobre convicções pessoais dos responsáveis, salvo contraindicação médica comprovada.

Debate ganhou força nas redes sociais

Após a decisão, o assunto rapidamente viralizou nas redes sociais e dividiu opiniões entre usuários.

Enquanto parte dos internautas defendeu a obrigatoriedade da vacinação infantil, outros questionaram possíveis limites da atuação do Estado sobre decisões familiares.

Especialistas em saúde pública, porém, reforçam que a vacinação é considerada uma das principais formas de prevenção contra doenças graves e surtos epidemiológicos.

STF já havia autorizado medidas indiretas

O Supremo Tribunal Federal já havia decidido anteriormente que a vacinação pode ser obrigatória, embora não possa ocorrer de forma forçada.

Na prática, isso significa que autoridades podem aplicar medidas indiretas previstas em lei, como restrições administrativas e sanções legais em determinadas situações.

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