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07 de junho de 2026

Nova tarifa dos EUA contra o Brasil avança e governo acompanha impacto nas exportações

Uma nova medida anunciada pelos Estados Unidos voltou a colocar o comércio exterior brasileiro em alerta. O governo norte-americano propôs a aplicação de uma tarifa adicional de 25% sobre parte dos produtos exportados pelo Brasil.

A proposta surge após a conclusão de uma investigação comercial conduzida pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR), que analisou práticas econômicas e comerciais brasileiras.

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Tarifa de 25% dos EUA pode atingir diversos produtos

Segundo as autoridades norte-americanas, a proposta prevê uma tarifa de 25% sobre mercadorias brasileiras importadas pelos Estados Unidos.

A medida ainda está em fase de consulta pública e poderá entrar em vigor a partir de 15 de julho, caso seja aprovada após a conclusão do processo regulatório. Alguns produtos estratégicos ficaram fora da lista preliminar, incluindo café, carne bovina, metais raros e peças aeronáuticas.

Investigação apontou práticas consideradas inadequadas

O governo dos Estados Unidos afirmou que a investigação identificou práticas consideradas “irrazoáveis” e que poderiam restringir ou prejudicar o comércio norte-americano.

Entre os temas analisados estão políticas relacionadas ao comércio digital, sistemas de pagamentos eletrônicos, propriedade intelectual, tarifas preferenciais e questões ambientais ligadas ao desmatamento ilegal.

A apuração foi realizada com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos, mecanismo frequentemente utilizado em disputas comerciais internacionais.

Exportadores brasileiros acompanham cenário

A possibilidade de novas tarifas gerou preocupação entre empresários e setores ligados à exportação.

Representantes da indústria acompanham as negociações porque os Estados Unidos continuam sendo um dos principais destinos de produtos brasileiros. Caso a medida avance, empresas poderão enfrentar custos maiores para manter a competitividade no mercado norte-americano.

Nos bastidores, integrantes do setor produtivo afirmam que acompanham atentamente os próximos passos das autoridades dos dois países.

O tema já vinha sendo discutido entre representantes dos governos brasileiro e norte-americano nas últimas semanas.

Em maio, os dois países chegaram a criar um grupo de trabalho para tratar de questões relacionadas às tarifas e à investigação comercial. A expectativa agora é que as negociações diplomáticas tentem reduzir os impactos da medida antes de uma eventual entrada em vigor.

Enquanto isso, exportadores e investidores acompanham de perto os desdobramentos do caso, que pode influenciar o comércio bilateral nos próximos meses.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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