Integrantes de facção criminosa que atuam em Canoas e Nova Santa Rita são alvos da Operação Apakani deflagrada pela Polícia Civil na manhã desta quinta-feira (11). A ofensiva mira integrantes do grupo que realizam lavagem de dinheiro no Rio Grande do Sul e em mais quatro estados.
Conforme a Polícia Civil, a investigação começou após a apreensão de mais de uma tonelada de maconha em Canoas em novembro de 2023. Na época, os policiais identificaram que a residência era utilizada como ponto de armazenamento de drogas.
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O carregamento pertencia a uma facção do Vale do Sinos que distribui cocaína e crack em grande quantidade no território gaúcho. Com essa ação, os investigadores descobriram um esquema criminoso envolvendo o tráfico de drogas e envio de valores, inclusive, para fora do Estado.
Em quase três anos, a facção criminosa teria movimentado cerca de R$ 21 milhões só com a lavagem de dinheiro.
Além disso, a investigação também apurou que pelo menos 20 empresas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo, estão envolvidas no esquema.
“No momento em que as organizações criminosas mantêm conexões interestaduais para o abastecimento de drogas na Região Sul do país, é fundamental que os órgãos estatais aprimorem a integração na troca de informações e no apoio operacional à repressão ao narcotráfico. E hoje, foi possível alcançarmos esses resultados extremamente positivos, graças a esse entendimento estratégico, por parte do Poder Judiciário, do Ministério Público e das Polícias Civis dos Estados do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina”, afirma o diretor do DENARC, delegado Carlos Henrique Wendt.
Saiba mais detalhes sobre a Operação Apakani
Na manhã desta quinta-feira (11), policiais cumprem mais de 100 ordens judiciais entre mandados de prisão, busca e apreensão, bloqueios de contas bancárias e sequestro de veículos.
Além de Canoas e Nova Santa Rita, a ofensiva também acontece em Porto Alegre, Cachoeirinha, Eldorado do Sul, Gravataí, Farroupilha, Gramado, Caxias do Sul e Santa Maria. Policiais também cumprem mandados em Santa Catarina, Paraná, São Paulo e Mato Grosso do Sul.
Até o momento, 23 criminosos foram presos.

