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06 de julho de 2026

“Rico não compra celular roubado”: fala de Lula sobre pobres gera repercussão nas redes

Uma declaração de Lula sobre celulares roubados e consumidores de baixa renda gerou repercussão nas redes sociais. Entenda o contexto.

Uma declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a movimentar as redes sociais e gerou debates entre apoiadores e críticos do governo.

O comentário foi feito durante uma discussão sobre medidas para combater o mercado de celulares roubados no Brasil, um problema que afeta milhões de brasileiros todos os anos.

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Ao explicar uma nova iniciativa do governo, Lula afirmou que ficou preocupado com os impactos da medida sobre pessoas que compraram aparelhos sem conhecer a origem do produto. Foi nesse momento que a frase acabou chamando atenção.

O que Lula disse?

Durante o evento, o presidente comentou que o governo possui um cadastro de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados e pretende ampliar as ações para recuperar esses aparelhos.

Ao falar sobre o assunto, Lula declarou:

“Eu sei que rico não compra telefone roubado, mas pobres compram.”

Segundo o presidente, essa situação gerou uma reflexão dentro do governo sobre a forma como a medida será aplicada, já que algumas pessoas podem ter adquirido os aparelhos sem saber que eram produtos de roubo ou furto.

Governo quer recuperar celulares roubados

A declaração ocorreu durante a apresentação de ações ligadas ao programa Celular Seguro.

A proposta em estudo prevê o envio de notificações para pessoas que estejam utilizando aparelhos cadastrados como roubados, solicitando a devolução dos dispositivos. O governo também avalia permitir que essa devolução seja feita por meio dos Correios, sem necessidade de comparecimento inicial a delegacias.

De acordo com Lula, o objetivo é reduzir o mercado ilegal de celulares e dificultar a comercialização de aparelhos provenientes de crimes.

Declaração repercutiu nas redes sociais

Pouco depois da fala, trechos do discurso começaram a circular nas redes sociais e provocaram discussões entre usuários.

Enquanto alguns internautas defenderam que o presidente estava apenas destacando uma realidade econômica do país, outros consideraram a declaração inadequada ou generalista. Comentários sobre o tema rapidamente se espalharam em diferentes plataformas.

O debate também reacendeu discussões sobre receptação, compra de produtos sem procedência e a responsabilidade dos consumidores na cadeia de comercialização de itens roubados.

Medida ainda deve avançar

Apesar da repercussão, o governo segue estudando mecanismos para ampliar o combate ao roubo de celulares.

A expectativa é que novas etapas do programa sejam anunciadas nos próximos meses, com foco em identificar aparelhos furtados, facilitar sua devolução e reduzir a atuação do mercado ilegal que movimenta milhões de reais todos os anos.

Para especialistas em segurança pública, enfraquecer a revenda de celulares roubados é uma das formas mais eficazes de reduzir esse tipo de crime, já que diminui o interesse econômico dos criminosos.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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