7.5 C
Canoas
18 de junho de 2026

Câmara aprova atestado para quem precisar acompanhar filho doente; veja o que muda

Projeto aprovado na Câmara prevê atestado e até licença para trabalhadores que precisarem acompanhar filhos doentes. Veja o que muda.

A Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que cria novas regras para trabalhadores responsáveis por crianças doentes. A proposta prevê a emissão obrigatória de atestado para acompanhar filho doente e agora segue para análise do Senado Federal.

O texto busca garantir que pais, mães e responsáveis legais possam prestar assistência direta a crianças menores de 12 anos durante períodos de enfermidade sem correr o risco de prejuízos trabalhistas.

LEIA TAMBÉM:

O que prevê o projeto aprovado?

Pela proposta, médicos deverão emitir atestado sempre que a criança precisar de repouso e houver necessidade de acompanhamento direto por um responsável legal.

Além dos dados tradicionais, o documento deverá informar o período recomendado para recuperação e declarar expressamente a necessidade da presença do responsável durante o tratamento.

Quando não houver impedimento ético, o médico também poderá registrar o diagnóstico da criança no atestado.

Trabalho remoto será a primeira alternativa

O projeto determina que a ausência do trabalhador não será automaticamente considerada uma folga.

Sempre que possível, a empresa poderá adotar alternativas como:

  • Teletrabalho;
  • Compensação de jornada;
  • Outros formatos previstos em acordo coletivo ou legislação trabalhista.

A intenção é permitir que o profissional continue exercendo suas atividades sem abrir mão dos cuidados com o filho.

Licença poderá chegar a 14 dias

Quando não for possível conciliar o trabalho com os cuidados necessários à criança, o texto prevê a concessão de licença de até 14 dias.

O período poderá ser utilizado de forma consecutiva ou não, dentro de um intervalo de 12 meses contados a partir do primeiro afastamento.

Durante esse período, o trabalhador manterá o vínculo empregatício e os direitos garantidos por acordos ou convenções coletivas.

Salário e férias não serão prejudicados

Outro ponto importante é que os dias utilizados na licença não poderão ser considerados faltas para fins de desconto salarial.

Além disso, o período também não poderá prejudicar a contagem de férias prevista pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).

Segundo os defensores da proposta, a medida busca oferecer mais proteção às famílias, especialmente às mães solo que frequentemente enfrentam dificuldades para conciliar trabalho e cuidados com filhos doentes.

Projeto ainda precisa passar pelo Senado

Apesar da aprovação na Câmara dos Deputados, a proposta ainda não virou lei.

O texto seguirá para análise do Senado Federal. Caso seja aprovado pelos senadores, seguirá para sanção presidencial antes de entrar em vigor.

Se aprovado definitivamente, o projeto poderá alterar a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros que hoje enfrentam dificuldades para justificar ausências quando precisam cuidar dos filhos durante períodos de doença.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS