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18 de junho de 2026

Mosquito da dengue pode causar doença grave em cães; sinais costumam passar despercebidos

Muita gente não sabe, mas o mesmo mosquito que preocupa os humanos pode transmitir uma doença perigosa aos cães.

Quando se fala no mosquito da dengue, a preocupação normalmente está voltada para os riscos à saúde humana. No entanto, especialistas alertam que alguns mosquitos, incluindo o Aedes aegypti e outras espécies comuns no Brasil, também podem transmitir doenças perigosas para cães e gatos.

Uma das enfermidades que mais preocupa os veterinários é a dirofilariose cardiopulmonar, conhecida popularmente como verme do coração. A doença é causada por parasitas que entram no organismo do animal após a picada de um mosquito infectado.

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O problema costuma ser silencioso nos primeiros meses. Em muitos casos, os tutores só percebem que algo está errado quando o quadro já está avançado e os vermes atingiram o coração e os vasos sanguíneos ligados aos pulmões.

Como a doença afeta os cães

Após a transmissão pelo mosquito, os parasitas começam a se desenvolver dentro do organismo do animal. Com o passar do tempo, eles podem alcançar o coração e comprometer o funcionamento do sistema cardiovascular.

Quando a doença avança, os cães podem apresentar dificuldade respiratória, insuficiência cardíaca e queda significativa na qualidade de vida. O tratamento existe, mas costuma ser complexo e exigir acompanhamento veterinário especializado.

Sintomas que exigem atenção

Os sinais costumam surgir entre dois e três meses após a infecção. Entre os principais sintomas estão:

  • Tosse persistente;
  • Cansaço excessivo após pequenas atividades;
  • Falta de disposição para brincar ou passear;
  • Dificuldade para caminhar;
  • Episódios de engasgo;
  • Perda ou alteração de peso;
  • Apatia e comportamento diferente do habitual.

Ao notar qualquer um desses sintomas, a recomendação é procurar um médico-veterinário para avaliação.

Doença não acontece apenas no litoral

Durante muitos anos, a dirofilariose foi associada principalmente às cidades litorâneas. Porém, estudos recentes mostram que a doença também tem sido identificada em regiões do interior.

Segundo pesquisadores, a presença de rios, lagos e áreas com água parada favorece a proliferação dos mosquitos transmissores. Problemas de saneamento básico também podem contribuir para o aumento dos casos.

Como proteger os animais

Especialistas destacam que o combate aos mosquitos continua sendo a principal forma de prevenção.

Entre os cuidados recomendados estão:

  • Eliminar recipientes com água parada;
  • Limpar diariamente os potes de água dos animais;
  • Instalar telas em portas e janelas;
  • Manter consultas veterinárias regulares;
  • Realizar exames preventivos quando recomendados pelo veterinário.

Essas medidas ajudam não apenas a reduzir o risco de transmissão da dirofilariose, mas também a proteger toda a família contra doenças transmitidas por mosquitos.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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