Uma decisão da Justiça voltou a chamar atenção para os direitos dos consumidores ao determinar o cancelamento de empréstimos contratados de forma irregular em nome de pessoas analfabetas. Além do cancelamento dos contratos, instituições financeiras também podem ser obrigadas a devolver os valores descontados indevidamente dos clientes afetados.
O entendimento reforça que bancos precisam adotar procedimentos específicos para garantir que a contratação de crédito seja realizada de forma válida, especialmente quando envolve consumidores que não sabem ler ou escrever.
LEIA TAMBÉM:
- Quer trocar sua geladeira velha? Brastemp e Consul prometem recolher aparelho antigo e dar desconto em novo com este novo projeto; veja como deverá funcionar e quando
- Conta de luz da RGE vai ficar quase 15% mais cara; Saiba a partir de quando
- Homem amputa o próprio pé para receber R$ 1,5 milhão e acaba condenado por fraude em seguro
O que motivou a decisão?
O caso analisado pela Justiça envolveu empréstimos firmados sem a observância das exigências legais aplicáveis a pessoas analfabetas.
De acordo com o entendimento judicial, contratos desse tipo exigem cuidados adicionais para comprovar que o consumidor compreendeu plenamente as condições da operação e manifestou sua vontade de forma livre e consciente.
Quando essas exigências não são cumpridas, a contratação pode ser considerada inválida.
O que acontece com os contratos considerados irregulares?
Nos casos em que a Justiça reconhece falhas na contratação, os contratos podem ser anulados.
Com isso, o consumidor pode ter direito a:
• Cancelamento do empréstimo
• Suspensão das cobranças
• Devolução dos valores descontados indevidamente
• Possível indenização, dependendo das circunstâncias do caso
Cada situação é analisada individualmente pelo Judiciário.
Regras para contratação por pessoas analfabetas
A legislação brasileira prevê mecanismos para garantir maior segurança jurídica em contratos assinados por pessoas que não sabem ler ou escrever.
Dependendo do caso, podem ser exigidos procedimentos como:
• Assinatura a rogo
• Presença de testemunhas
• Comprovação clara do consentimento
• Formalidades que demonstrem a ciência do contratante sobre as condições do empréstimo
A ausência dessas garantias pode levar à contestação do contrato na Justiça.
Consumidores podem questionar descontos suspeitos
Especialistas orientam que aposentados, pensionistas e demais consumidores acompanhem regularmente seus extratos bancários e benefícios previdenciários.
Caso identifiquem empréstimos desconhecidos ou descontos que não reconheçam, é possível buscar esclarecimentos junto à instituição financeira e, se necessário, recorrer aos órgãos de defesa do consumidor ou ao Poder Judiciário.
Decisões podem influenciar outros processos
Embora cada ação seja analisada individualmente, decisões desse tipo costumam servir de referência para casos semelhantes em todo o país.
O entendimento reforça a responsabilidade das instituições financeiras na concessão de crédito e na comprovação de que a contratação ocorreu de forma regular e dentro das exigências legais.
Cuidados antes de contratar crédito
Especialistas recomendam que consumidores sempre solicitem cópia dos contratos, verifiquem as taxas cobradas e mantenham registros de todas as operações realizadas.
Também é importante desconfiar de ofertas de empréstimo feitas por telefone ou aplicativos sem a devida confirmação da identidade do contratante.

