A mobilização das forças de segurança que movimentou o bairro Mato Grande chegou ao fim na tarde desta terça-feira (30). A Polícia Civil, a Brigada Militar (BM) e o Corpo de Bombeiros mobilizaram aparato técnico e tático para averiguar uma denúncia anônima sobre supostos corpos encontrados em Canoas, nas proximidades da Praia do Paquetá, mas o desfecho da operação trouxe novas perguntas para o caso.

Os trabalhos tinham como objetivo localizar os restos mortais de Silvana de Aguiar, de 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira de Aguiar, de 70. O trio familiar está desaparecido há mais de cinco meses, mobilizando investigações na Região Metropolitana.
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Qual foi o resultado dos trabalhos da cadela Melt após a denúncia de corpos encontrados em Canoas?

Após uma varredura inicial a pé realizada pelos agentes pela manhã, a operação ganhou o reforço da cadela farejadora Melt, especialista do Corpo de Bombeiros. O animal iniciou o rastreamento em pontos estratégicos de mata fechada e banhado por volta das 13h10.
Apesar do esforço e da precisão técnica da equipe, as buscas foram oficialmente encerradas no meio da tarde. Segundo informações oficiais da Polícia Civil, absolutamente nada foi encontrado na região do Paquetá que confirmasse o teor da denúncia anônima.
Como fica o caso da Família Aguiar agora?

Com o resultado negativo de hoje, as autoridades informaram que não há qualquer previsão para a realização de novas buscas na área. O mistério sobre o paradeiro das três vítimas segue sem ser solucionado, embora a linha de investigação continue tratando o caso como feminicídio e duplo homicídio.

Silvana e os pais sumiram entre os dias 24 e 25 de janeiro na cidade vizinha de Cachoeirinha. O principal acusado do crime é o ex-marido de Silvana, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, que permanece preso. A atual companheira dele e o seu irmão também foram denunciados pelo Ministério Público por envolvimento e ocultação de cadáver, mas respondem ao processo judicial em liberdade.

