Pequeno, extremamente fofo e encontrado apenas em uma região montanhosa da Ásia, um mamífero raro voltou a preocupar pesquisadores. Com cada vez menos indivíduos vivendo na natureza, especialistas alertam que a espécie pode desaparecer caso nenhuma medida eficaz seja adotada.
O animal chama atenção pela aparência incomum, que lembra um pequeno ursinho de pelúcia. Apesar disso, poucas pessoas já tiveram a oportunidade de vê-lo, já que ele vive em áreas isoladas e de difícil acesso.
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Espécie pode desaparecer após queda da população

O animal em questão é o pika-de-Ili (Ochotona iliensis), descoberto em 1983 pelo cientista chinês Li Weidong, na província de Xinjiang, na China.
Desde então, a espécie permaneceu extremamente rara. Em mais de quatro décadas, apenas 29 indivíduos foram oficialmente registrados por pesquisadores.
Segundo estimativas atuais, restam menos de mil animais vivendo na natureza, número que representa uma redução de aproximadamente 70% nos últimos 20 anos.
O que está colocando o animal em risco?
O principal desafio enfrentado pelo pika-de-Ili é o avanço das mudanças climáticas.
O mamífero vive exclusivamente nas montanhas Tian Shan, em altitudes entre 2.800 e 4.100 metros, onde encontra baixas temperaturas e neve praticamente durante todo o ano.
Com o aumento das temperaturas globais, as geleiras estão derretendo e o ambiente natural da espécie vem diminuindo, obrigando os animais a buscar áreas cada vez mais altas para sobreviver.
Cientistas tentam evitar o desaparecimento
O risco é tão elevado que o pika-de-Ili passou por sucessivas reclassificações na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN).
Primeiro foi considerado vulnerável. Depois passou para a categoria de ameaçado de extinção, situação reconhecida também pelo governo chinês.
Hoje, pesquisadores trabalham na criação de reservas naturais, desenvolvimento de novos estudos e campanhas de conscientização para tentar preservar a espécie antes que desapareça definitivamente.
Descoberta virou missão de vida
O próprio cientista responsável pela descoberta afirma que encontrar o pika-de-Ili foi apenas o começo da história.
Segundo Li Weidong, salvar a espécie representa um dos maiores desafios da atual geração de pesquisadores, que tenta impedir que um dos mamíferos mais raros do planeta desapareça para sempre.

