A Organização Mundial da Saúde (OMS) voltou a alertar para o avanço das doenças crônicas não transmissíveis, que devem permanecer como a principal causa de mortes em todo o mundo nas próximas décadas. Entre elas estão enfermidades cardiovasculares, câncer, diabetes e doenças respiratórias crônicas, responsáveis por milhões de óbitos todos os anos.
Ao contrário do que sugerem algumas manchetes divulgadas na internet, a OMS não afirmou que 92% da população mundial morrerá da mesma doença até 2050. O percentual citado refere-se à participação dessas doenças no total de mortes em determinados contextos e às projeções sobre sua relevância para a saúde pública.
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Quais doenças preocupam a OMS
As doenças crônicas não transmissíveis são responsáveis pela maior parte das mortes registradas globalmente e costumam estar associadas a fatores como envelhecimento da população, sedentarismo, alimentação inadequada, consumo de álcool, tabagismo e obesidade.
Entre as enfermidades que mais preocupam a organização estão:
- doenças cardiovasculares;
- diversos tipos de câncer;
- diabetes;
- doenças respiratórias crônicas.
Segundo a OMS, muitas dessas condições podem ser prevenidas ou controladas com mudanças no estilo de vida e diagnóstico precoce.
Envelhecimento aumenta os desafios
A expectativa de vida da população mundial vem crescendo, mas esse cenário também aumenta o número de pessoas convivendo com doenças crônicas.
Por isso, especialistas defendem o fortalecimento da atenção básica, o incentivo à prática de atividades físicas, a alimentação equilibrada, a redução do consumo de produtos ultraprocessados e o combate ao tabagismo como estratégias para diminuir a incidência dessas enfermidades.
Prevenção continua sendo a principal estratégia
A OMS destaca que grande parte das mortes prematuras relacionadas às doenças crônicas pode ser evitada por meio de políticas públicas e hábitos saudáveis.
Entre as principais recomendações estão manter uma alimentação balanceada, praticar exercícios regularmente, controlar a pressão arterial e a glicemia, evitar o cigarro, moderar o consumo de bebidas alcoólicas e realizar consultas médicas periódicas.
Países precisam investir em saúde pública
Além da prevenção individual, a organização recomenda que os governos ampliem investimentos em programas de diagnóstico precoce, vacinação quando indicada, acompanhamento de pacientes e acesso aos tratamentos.
A expectativa é que essas medidas contribuam para reduzir o impacto das doenças crônicas sobre os sistemas de saúde e melhorem a qualidade de vida da população nas próximas décadas.
Alerta serve para orientar políticas de saúde
As projeções da OMS não significam que uma única doença causará a morte da maior parte da população mundial. O objetivo dos estudos é mostrar que as doenças crônicas continuarão exigindo atenção especial dos governos, profissionais de saúde e da sociedade, reforçando a importância da prevenção e do tratamento adequado para reduzir o número de mortes evitáveis.

