A Prefeitura do Rio de Janeiro iniciará, em 16 de julho, uma nova fase de fiscalização nas praias da Zona Sul. A operação terá caráter permanente e abrangerá toda a orla entre o Leme e o Leblon, incluindo Copacabana, Arpoador e Ipanema. O objetivo é combater o comércio ambulante irregular e reorganizar o uso dos espaços públicos.
Segundo a administração municipal, a iniciativa faz parte da política de “Tolerância Zero” e não será uma ação temporária. A fiscalização ocorrerá durante 24 horas por dia.
LEIA TAMBÉM:
- Projeto pode mudar a forma de pagar pensão alimentícia; entenda o que está em discussão
- Bolsa Família pode ser bloqueado em julho para famílias que não cumprirem estas regras
- Quem mora de aluguel pode receber auxílio de até oito anos; veja quem tem direito
Fiscalização será reforçada
A operação contará com cerca de 320 agentes municipais, distribuídos em escalas de trabalho ao longo do dia. Também haverá apoio das Polícias Civil e Militar, além do uso de câmeras de monitoramento e drones para identificar irregularidades na orla.
A principal mudança será a presença contínua das equipes de fiscalização, que atuarão em dezenas de pontos estratégicos ao longo das praias.
Quem será afetado
As medidas atingem principalmente vendedores ambulantes que atuam sem autorização.
Entre as ações previstas estão:
- apreensão de mercadorias sem comprovação de origem;
- combate a depósitos clandestinos utilizados para abastecer vendedores ilegais;
- fiscalização permanente dos pontos de venda;
- monitoramento de atividades consideradas irregulares pela prefeitura.
A administração municipal estima que existam aproximadamente 1.000 ambulantes irregulares atuando na região da Zona Sul.
Prefeitura cita atuação do crime organizado
Durante o anúncio da operação, representantes da Prefeitura afirmaram que investigações identificaram indícios da atuação de organizações criminosas na exploração do comércio ambulante ilegal.
Segundo a Secretaria Municipal de Ordem Pública, grupos criminosos estariam cobrando valores diários para permitir que vendedores ocupem determinados pontos da orla e utilizando depósitos clandestinos para armazenar mercadorias. Essas suspeitas fazem parte das investigações conduzidas pelos órgãos de segurança.
Ambulantes poderão buscar regularização
Além da fiscalização, a prefeitura informou que trabalhadores sem licença serão orientados a buscar alternativas de formalização.
Entre as opções estão programas de qualificação profissional e incentivo ao registro como Microempreendedor Individual (MEI). Dados apresentados pelo município mostram crescimento no número de ambulantes formalizados nos últimos anos.
Medida amplia regras já existentes
A nova operação complementa as normas de ordenamento da orla estabelecidas pela Prefeitura do Rio, que já preveem restrições ao comércio irregular, à utilização de estruturas sem autorização e a outras práticas consideradas inadequadas nas praias da cidade. O objetivo é melhorar a organização, aumentar a segurança e preservar os espaços públicos utilizados por moradores e turistas.

