Quem não fez biometria ainda pode votar nas Eleições 2026? Veja o que acontece e não seja pego de surpresa em outubro

Tribunal Superior Eleitoral explicou como será a identificação dos eleitores e confirmou que a ausência da biometria não impede o voto.

Quem pretende votar sem biometria nas Eleições 2026 não precisa entrar em pânico. Apesar de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ampliar o uso da identificação biométrica em todas as seções eleitorais do país, quem ainda não cadastrou as digitais ou tiver problemas na leitura da biometria continuará podendo votar normalmente, desde que consiga comprovar sua identidade.

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A mudança faz parte das novas regras estabelecidas pelo TSE para aumentar a segurança do processo eleitoral. Mesmo assim, o tribunal reforça que nenhum eleitor poderá ser impedido de exercer o direito ao voto apenas por não possuir biometria cadastrada.

Como vai funcionar a biometria nas Eleições 2026?

Nas Eleições 2026, a biometria será utilizada como uma etapa adicional de identificação dos eleitores.

O procedimento seguirá esta ordem:

  • apresentação de documento oficial com foto;
  • conferência dos dados pelo mesário;
  • leitura da biometria na urna eletrônica para quem possui cadastro.

Depois da confirmação, a urna será liberada para a votação.

Quem não fez biometria ainda pode votar?

Sim.

Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a ausência da biometria não impede o exercício do voto.

Caso o eleitor ainda não tenha realizado o cadastro biométrico, a identificação será feita normalmente pelos mesários, utilizando os documentos oficiais apresentados na seção eleitoral.

Após votar, o cidadão poderá ser orientado a procurar posteriormente a Justiça Eleitoral para realizar o cadastramento biométrico.

E se a biometria não funcionar?

Também não há impedimento para votar.

Caso a leitura da digital apresente falhas, o sistema permite até quatro tentativas de reconhecimento.

Se mesmo assim a biometria não for validada, os mesários realizarão uma conferência complementar da identidade do eleitor.

Entre os procedimentos previstos estão:

  • confirmação dos dados cadastrais;
  • conferência do documento oficial;
  • verificação do ano de nascimento;
  • assinatura do caderno de votação ou registro da impressão digital, quando necessário.

Se todas as informações coincidirem com o cadastro eleitoral, o voto será liberado normalmente.

Por que o TSE ampliou o uso da biometria?

De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o objetivo é tornar o processo eleitoral ainda mais seguro.

A biometria reduz o risco de que uma pessoa tente votar utilizando a identidade de outra, funcionando como uma camada extra de proteção durante a identificação dos eleitores.

Mesmo assim, o TSE reforça que a tecnologia serve para facilitar a confirmação da identidade e não para restringir o direito ao voto.

Documento com foto continua sendo obrigatório

Mesmo com a ampliação da biometria, os eleitores continuam precisando apresentar um documento oficial de identificação na seção eleitoral.

Entre os documentos aceitos estão:

  • Carteira de Identidade (RG);
  • Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
  • Passaporte;
  • Carteira de Trabalho;
  • Documento de identidade profissional reconhecido por lei;
  • e-Título com fotografia cadastrada.

O que muda para quem vai votar sem biometria?

Na prática, pouca coisa muda para quem ainda não possui biometria cadastrada.

A principal diferença é que o processo de identificação poderá exigir conferências adicionais feitas pelos mesários antes da liberação da urna eletrônica.

Assim, mesmo sem biometria, o eleitor continuará exercendo normalmente seu direito ao voto nas Eleições 2026, desde que apresente um documento válido e consiga confirmar sua identidade perante a mesa receptora.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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