A partir deste 1º de agosto, a gasolina vendida nos postos brasileiros passa a conter 32% de etanol anidro, dando origem à chamada gasolina E32. A mudança foi aprovada pelo Governo Federal com o objetivo de ampliar o uso de biocombustíveis, reduzir a dependência de gasolina importada e contribuir para a redução das emissões de gases do efeito estufa.
Segundo especialistas, a alteração não deve causar impactos significativos para a maioria dos veículos flex e dos modelos mais modernos movidos exclusivamente a gasolina. No entanto, proprietários de carros mais antigos devem redobrar os cuidados com a manutenção preventiva.
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Quais veículos merecem mais atenção
Os automóveis flex foram desenvolvidos para funcionar com diferentes proporções de etanol e gasolina, por isso tendem a não apresentar problemas com a nova mistura.
Já veículos antigos, especialmente aqueles fabricados antes da popularização dos motores flex, podem ser mais sensíveis ao aumento da concentração de etanol. Componentes envelhecidos, como mangueiras, juntas, filtros e bicos injetores, podem sofrer desgaste mais acelerado.
Como proteger o carro
Especialistas recomendam manter a manutenção em dia e verificar periodicamente o estado do sistema de combustível.
Também é importante observar filtros, mangueiras, velas de ignição e vedações, além de utilizar peças compatíveis com as especificações do fabricante. Em veículos que permanecem longos períodos parados, estabilizadores de combustível podem ajudar a preservar o sistema.
Quais sinais indicam problemas
Após abastecer, o motorista deve ficar atento caso o veículo apresente:
- Dificuldade para dar partida;
- Marcha lenta irregular;
- Aumento no consumo de combustível;
- Perda de potência;
- Engasgos durante a aceleração;
- Acendimento da luz da injeção eletrônica.
Se algum desses sintomas aparecer, a recomendação é procurar uma oficina especializada para uma avaliação.
A nova gasolina prejudica todos os carros?
Não.
De acordo com os testes apresentados pelo governo, a gasolina E32 é compatível com a maior parte da frota brasileira. Ainda assim, entidades do setor automotivo defendem o acompanhamento dos impactos da mudança, principalmente em veículos mais antigos e exclusivamente movidos a gasolina.

