Rede de farmácias fecha as portas e deixa mais de 500 funcionários sem receber

Falência de rede de farmácias deixou mais de 500 trabalhadores sem receber verbas rescisórias. Justiça tenta localizar bens dos sócios..

A falência de uma conhecida rede de farmácias continua produzindo reflexos anos depois do encerramento das atividades. Mais de 500 ex-funcionários ainda aguardam o pagamento de verbas rescisórias, enquanto a Justiça do Trabalho enfrenta dificuldades para localizar bens capazes de garantir a quitação das dívidas.

O caso envolve a antiga Farmácia do Trabalhador, que encerrou suas operações em junho de 2019. Desde então, credores e trabalhadores buscam receber os valores reconhecidos judicialmente.

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Justiça tenta localizar patrimônio dos sócios

Como parte da execução trabalhista, a Justiça determinou novas diligências para identificar bens que possam ser utilizados para quitar os débitos.

Uma das tentativas ocorreu no Haras Brejo das Flores, empreendimento ligado ao empresário Erlan Bezerra de Azevedo, apontado como um dos sócios da antiga rede de farmácias.

Segundo certidão anexada ao processo, oficiais de Justiça encontraram dificuldades para cumprir um mandado de penhora de animais existentes na propriedade.

Oficiais relataram obstáculos durante diligência

De acordo com o documento judicial, servidores compareceram ao haras no dia 31 de julho para cumprir a determinação.

No local, funcionários informaram que o administrador não estava presente e disseram não possuir autorização para receber documentos ou permitir o acesso às dependências do empreendimento.

Ainda conforme a certidão, situações semelhantes já teriam ocorrido em outras tentativas de cumprimento de ordens judiciais no mesmo endereço.

Diante das dificuldades, o mandado foi devolvido ao juízo responsável para nova análise.

Cavalos podem fazer parte da execução

O Haras Brejo das Flores atua na criação de cavalos de raça, animais que podem possuir elevado valor comercial.

Por isso, os equinos passaram a integrar as tentativas da Justiça de localizar patrimônio suficiente para garantir o pagamento das execuções trabalhistas.

A medida faz parte do procedimento normal de busca por bens penhoráveis quando empresas encerram suas atividades deixando dívidas reconhecidas judicialmente.

Rede de farmácias fechou em 2019

A Farmácia do Trabalhador encerrou oficialmente suas atividades em 10 de junho de 2019.

Desde então, centenas de ex-funcionários buscam receber verbas rescisórias que, segundo os processos, permanecem pendentes.

As ações tramitam no Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT-6), que continua analisando medidas para localizar patrimônio dos responsáveis pela empresa.

Processo ainda continua

Até o momento, a Justiça segue tentando identificar bens capazes de assegurar o pagamento dos trabalhadores.

As diligências fazem parte da fase de execução, quando decisões já reconhecidas judicialmente passam a buscar patrimônio suficiente para quitar os valores devidos.

Enquanto isso, centenas de antigos empregados continuam aguardando o desfecho do processo para receber seus direitos trabalhistas.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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