A chuva no RS deve continuar por vários dias e pode provocar acumulados superiores a 100 milímetros em alguns pontos do estado, segundo análise da MetSul Meteorologia. O cenário de instabilidade deve permanecer até o início da próxima semana, com diferentes regiões gaúchas entrando na área de maior atenção conforme a frente avança e recua sobre o estado.
De acordo com a MetSul, os maiores volumes de chuva tendem a se concentrar principalmente no oeste, centro, sul e leste do Rio Grande do Sul, enquanto outras áreas também devem registrar precipitação, porém com acumulados menores.
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A situação ainda exige atenção porque a configuração atmosférica favorece a ocorrência de chuva forte, temporais e granizo em determinados momentos.
Chuva no RS deve continuar até a próxima semana
O episódio de instabilidade começou a ganhar força no Sul do Brasil e deve permanecer por vários dias. No Rio Grande do Sul, a presença de uma frente que oscila entre diferentes características deixa o cenário mais complexo.
Segundo a MetSul Meteorologia, a frente pode atuar como quente, fria ou permanecer semi-estacionária durante o período. Essa movimentação dificulta a previsão exata dos volumes e faz com que algumas áreas possam receber chuva mais intensa.
A MetSul destaca que, em um cenário influenciado por bloqueio atmosférico e ar quente, são comuns mudanças nos prognósticos dos modelos meteorológicos.
Por isso, além da chuva volumosa, existe possibilidade de temporais e queda de granizo, principalmente no oeste e no sul gaúcho.
Quinta-feira terá chuva em todas as regiões do estado
Nesta quinta-feira (13), a frente quente atua sobre o Rio Grande do Sul e deve provocar chuva em praticamente todas as regiões.
A MetSul aponta que a maior concentração da instabilidade deve ocorrer no centro, sul e leste do estado.
Os volumes mais elevados tendem a aparecer entre:
- Serra;
- Vales;
- Grande Porto Alegre;
- Litoral Norte.
A combinação entre umidade e a atuação da frente mantém o tempo instável durante o dia.
Frente fria muda o cenário na sexta-feira
Na sexta-feira (14), a configuração atmosférica deve mudar com o avanço de ar frio pelo norte e nordeste da Argentina.
Com isso, a frente passa a apresentar características de frente fria e deve levar chuva para grande parte do território gaúcho.
Segundo a análise da MetSul, os maiores acumulados podem ocorrer novamente no centro do estado, nos vales, na Grande Porto Alegre, no sul da Serra e no Litoral Norte.
A mudança na posição da frente também fará com que a distribuição da chuva seja diferente da observada na quinta-feira.
Como fica o tempo no fim de semana?
No sábado (15), a frente deve ficar semi-estacionária, mantendo a instabilidade em Santa Catarina, no oeste e sul do Paraná e na metade norte do Rio Grande do Sul.
A tendência é de volumes menores em boa parte das localidades. Ainda assim, a situação pode ser diferente no leste de Santa Catarina, onde são esperados acumulados mais elevados.
Já no domingo (16), a instabilidade deve voltar a ganhar força.
A frente recua para o Rio Grande do Sul como frente quente, enquanto o avanço de ar tropical pelo Paraná favorece condições de tempo mais firme no estado vizinho.
No território gaúcho, a chuva deve se concentrar principalmente no oeste, centro e sul, com possibilidade de ser localmente forte.
Segunda e terça podem ter chuva forte no RS
A instabilidade deve continuar no começo da próxima semana.
Na segunda-feira (17) e na terça-feira (18), a frente volta a ficar semi-estacionária e pode provocar chuva forte a intensa.
De acordo com a MetSul, os maiores volumes devem se concentrar principalmente no oeste e sul do Rio Grande do Sul, além de áreas do Uruguai.
Nas demais regiões gaúchas, também há previsão de chuva, mas os acumulados tendem a ser menores na maior parte das cidades.
Quais áreas do RS podem ter os maiores acumulados?
A análise da MetSul Meteorologia aponta maior atenção para quatro grandes áreas do Rio Grande do Sul: oeste, centro, sul e leste.
A projeção ganha importância porque diferentes modelos meteorológicos indicam a possibilidade de acumulados acima de 100 mm em pontos dos três estados do Sul.
No Rio Grande do Sul, o destaque fica justamente para as áreas onde a chuva pode persistir por mais tempo durante a passagem e o recuo da frente.
Santa Catarina também aparece no radar, principalmente o leste do estado, região que pode concentrar volumes elevados.
Modelos indicam chuva acima de 100 mm no Sul
As projeções meteorológicas analisadas pela MetSul indicam que alguns pontos da Região Sul podem superar a marca de 100 mm de chuva durante o período.
No Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o cenário chama atenção pela possibilidade de chuva persistente combinada com episódios de maior intensidade.
A MetSul ressalta, porém, que a posição da frente pode mudar ao longo dos próximos dias. Por isso, os volumes previstos e as áreas de maior risco ainda podem sofrer alterações.
Essa característica é especialmente importante em situações de bloqueio atmosférico, nas quais pequenas mudanças na circulação podem deslocar a faixa de chuva para outras áreas.
Inmet também mantém alertas para o Rio Grande do Sul
Além da previsão de chuva volumosa, o Rio Grande do Sul está sob influência de dois alertas do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) para tempestades.
Um deles é de perigo potencial, na cor amarela, abrangendo todo o território gaúcho. O aviso prevê chuva de 20 a 30 mm por hora ou até 50 mm por dia, ventos de 40 a 60 km/h e possibilidade de granizo.
O outro é um alerta laranja, de perigo, que alcança áreas como a Serra, a Região Metropolitana de Porto Alegre e o Litoral Norte.
Segundo o Inmet, os riscos associados às tempestades incluem alagamentos, queda de galhos, danos em plantações e interrupções no fornecimento de energia, dependendo da intensidade dos fenômenos.
Cenário exige acompanhamento da previsão
A sequência de dias instáveis faz com que a situação ainda possa mudar. A própria MetSul destaca que a alternância da frente entre as características quente, fria e semi-estacionária torna o prognóstico mais complexo.
Assim, a tendência de chuva acima de 100 mm em pontos do Rio Grande do Sul deve ser acompanhada junto das próximas atualizações meteorológicas.
Para os moradores das áreas apontadas como de maior risco, principalmente no oeste, centro, sul e leste gaúcho, a atenção deve ser redobrada diante de possíveis episódios de chuva intensa, temporais e granizo.

