O Pix continua sendo gratuito para pessoas físicas na maior parte das operações, mas isso não significa que o sistema seja obrigatoriamente gratuito em qualquer circunstância.
As regras do Banco Central permitem que instituições financeiras cobrem tarifas em algumas situações específicas. Por isso, a afirmação de que o Pix simplesmente “deixou de ser gratuito” precisa ser vista com cuidado.
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Quando o Pix pode ser cobrado
Para pessoas físicas, a regra geral é a gratuidade.
Entretanto, existem exceções previstas pelo Banco Central. Uma delas ocorre quando o cliente utiliza canais presenciais ou telefone para realizar uma operação que poderia ser feita pelos canais eletrônicos disponibilizados pela instituição.
Também pode haver cobrança quando a pessoa física recebe Pix com finalidade comercial, como no caso de uma atividade de venda de produtos ou serviços.
Nessas situações, a instituição deve informar previamente as condições e os valores cobrados.
Empresas podem pagar tarifas
Para pessoas jurídicas, a situação é diferente.
Os bancos e instituições de pagamento podem cobrar tarifas pelo envio ou recebimento de Pix, conforme as condições estabelecidas no contrato com o cliente.
Por isso, uma empresa pode ter custos relacionados às transações realizadas por Pix, enquanto uma pessoa física normalmente não paga para fazer uma transferência pelo aplicativo do banco.
E os juros mencionados na notícia?
É importante separar tarifa de Pix de juros bancários.
O Pix é apenas um meio de pagamento. Se uma pessoa utiliza uma operação de crédito, entra no cheque especial, parcela uma dívida ou contrata outro serviço financeiro, podem existir juros relacionados a essa operação.
Isso não significa que o Banco Central tenha criado uma regra permitindo que os bancos simplesmente cobrem juros sobre qualquer Pix realizado.
Pix continua sendo gratuito para transferências comuns
Para quem utiliza o Pix no dia a dia para enviar dinheiro para familiares, amigos ou outras pessoas, a regra geral continua sendo a gratuidade para pessoas físicas.
Por exemplo, uma pessoa que transfere R$ 100 pelo aplicativo do banco para outra pessoa não deveria receber uma cobrança simplesmente por ter utilizado o Pix, desde que a operação esteja dentro das condições normais de uso.
A cobrança depende de uma das situações previstas na regulamentação.
Bancos precisam informar o cliente
Quando houver possibilidade de cobrança, o cliente precisa ser informado sobre a tarifa aplicável.
A instituição financeira não pode simplesmente retirar um valor da conta sem que exista uma regra contratual ou regulatória que autorize a cobrança.
Por isso, quem encontrar uma tarifa relacionada ao Pix deve verificar o motivo da cobrança e as condições previstas pelo banco.
Cuidado com mensagens falsas sobre cobrança no Pix
O tema também costuma ser utilizado em golpes e mensagens falsas.
O Banco Central já alertou diversas vezes sobre informações fraudulentas envolvendo supostas cobranças, taxas e impostos relacionados ao Pix.
O Pix não possui um imposto próprio criado pelo Banco Central. Mensagens dizendo que o usuário precisa pagar uma taxa para manter o Pix funcionando ou para evitar bloqueio da conta devem ser tratadas com desconfiança.
O que muda para quem usa Pix todos os dias
Na prática, para a maioria das pessoas físicas, nada muda nas transferências comuns feitas pelo aplicativo ou internet banking.
O sistema continua sendo uma alternativa rápida e, em regra, gratuita para enviar e receber dinheiro.
A possibilidade de cobrança existe, mas está restrita a situações específicas previstas nas regras do Banco Central.
Portanto, não é correto dizer que todos os brasileiros passaram a pagar para usar o Pix. A gratuidade continua sendo a regra para pessoas físicas nas operações comuns.

