Uma regra de segurança do Banco Central estabelece limites para transferências Pix realizadas por celulares, computadores ou tablets que ainda não foram cadastrados pelo cliente na instituição financeira. Nesses casos, cada operação fica limitada a R$ 200, com limite total de R$ 1.000 por dia.
A medida não significa que o Pix passou a ter um limite geral de R$ 200 para todos os brasileiros. A restrição é direcionada aos dispositivos que nunca foram utilizados anteriormente para realizar transações Pix ou que ainda não estão cadastrados no banco.
LEIA TAMBÉM:
- Garoto de 13 anos passa 20 horas por semana na reciclagem de latinhas, já reúne 1,5 milhão e transforma material em R$ 127 mil para caridade
- Nestlé demite 16 mil funcionários, fecha 2 fábricas e encerra produção de KitKat
- Pessoas que ajudam garçons a limpar as mesas não são só gentis: especialistas em psicologia afirmam que elas possuem uma maior consciência social do que as outras
Por que o Banco Central criou o limite
A regra faz parte das medidas de segurança implementadas pelo Banco Central para dificultar a atuação de criminosos.
O objetivo é impedir que fraudadores que consigam obter as credenciais de um cliente utilizem um aparelho desconhecido para movimentar grandes quantias imediatamente.
Dessa forma, mesmo que um criminoso tenha acesso aos dados necessários para entrar na conta, o dispositivo não cadastrado terá uma capacidade limitada de realizar transferências.
Como funciona o limite de R$ 200
Quando o Pix é realizado a partir de um aparelho não cadastrado, cada transferência fica limitada a R$ 200.
O limite diário chega a R$ 1.000. Portanto, o usuário pode realizar mais de uma operação, desde que respeite o teto diário estabelecido.
A regra vale para diferentes dispositivos, como celulares, tablets e computadores que ainda não estejam registrados na instituição financeira.
Como fazer Pix acima do limite
Quem precisar realizar uma transferência superior a R$ 200 pelo aparelho novo deverá fazer o cadastro do dispositivo junto ao banco.
Depois que o aparelho for reconhecido e cadastrado pela instituição financeira, os limites podem voltar às condições normalmente aplicadas à conta do cliente, de acordo com as regras de segurança e os limites definidos pelo próprio banco.
O Banco Central também orienta que pedidos de alteração de limite podem passar por análise da instituição financeira.
A regra não vale para todos os Pix
Esse é um dos pontos mais importantes para o consumidor.
Não existe uma regra geral determinando que todo Pix no Brasil tenha limite de R$ 200 por transferência e R$ 1.000 por dia.
A limitação está relacionada principalmente ao uso de dispositivos ainda não cadastrados.
Quem utiliza normalmente o mesmo celular ou computador já reconhecido pelo banco continua sujeito aos limites definidos pela própria instituição e às demais regras de segurança do Pix.
Medida busca reduzir golpes
O Banco Central implementou as restrições justamente diante do crescimento das fraudes envolvendo contas bancárias e dispositivos desconhecidos.
A lógica é criar uma barreira adicional: uma operação de valor elevado feita por um aparelho nunca utilizado anteriormente chama mais atenção e exige o cadastro do dispositivo antes que valores maiores possam ser movimentados.
A medida faz parte de um conjunto maior de mecanismos de segurança adotados pelo sistema Pix nos últimos anos.
O que o consumidor deve fazer
Quem trocar de celular ou começar a utilizar um novo computador para movimentar a conta deve cadastrar o aparelho no banco antes de precisar realizar transferências de valores mais altos.
Também é importante manter os aplicativos bancários atualizados e nunca compartilhar senhas, códigos de autenticação ou informações de acesso com terceiros.

