Uma litografia rara de Picasso, desaparecida desde 2018, foi encontrada por acaso durante a limpeza de um apartamento em Milwaukee, nos Estados Unidos. A obra, que havia sido roubada oito anos antes, está entre apenas 30 cópias existentes e pode ter valor estimado de até US$ 50 mil, cerca de R$ 260 mil.
A descoberta aconteceu depois que o proprietário do imóvel, Tim Dertz, precisou limpar o apartamento deixado por um antigo inquilino. Entre os objetos abandonados estava a obra posteriormente identificada como “Torero”, de Pablo Picasso.
LEIA TAMBÉM:
- Após 30 anos de trabalho, funcionária perde indenização de R$ 360 mil por levar para casa 6 rolos de papel higiênico de hotel
- Casas Bahia coloca geladeiras, fogões, máquinas de lavar, micro-ondas e ar-condicionados à venda a partir de R$ 158 com descontos de quase 70%
- Após 20 anos, família perde cerca viva durante obra do vizinho e cobra replantio e indenização pelas árvores
O mais surpreendente é que a peça ainda carregava na parte traseira da moldura uma avaliação feita pela empresa do próprio colecionador que havia perdido a obra. O detalhe ajudou a confirmar a identidade da litografia.
Litografia rara de Picasso desapareceu após roubo em 2018
A obra fazia parte da coleção de Bill DeLind, colecionador e especialista em arte nos Estados Unidos.
A litografia foi roubada em 2018 e permaneceu desaparecida durante aproximadamente oito anos. Nesse período, não surgiram informações capazes de indicar onde a peça estava.
O caso permaneceu sem uma solução até que o quadro reapareceu inesperadamente em um apartamento de Milwaukee.
Homem encontrou a obra durante limpeza de apartamento
A descoberta aconteceu de maneira completamente inesperada.
Tim Dertz, proprietário do imóvel, havia despejado um inquilino e decidiu fazer a limpeza do apartamento antes de prepará-lo para receber outra pessoa.
Durante o trabalho, ele encontrou a obra deixada no local. Sem saber inicialmente qual era seu verdadeiro valor ou sua procedência, Dertz decidiu investigar antes de simplesmente descartá-la.
Amigo antiquário reconheceu possível obra de Picasso

O proprietário mostrou o quadro a um amigo que trabalhava como antiquário.
O especialista percebeu características que poderiam indicar que aquela não era uma obra qualquer. A possibilidade de se tratar da litografia rara de Picasso roubada em 2018 fez com que a descoberta fosse comunicada às autoridades.
A partir daí, a história começou a ser relacionada ao antigo caso envolvendo Bill DeLind.
Colecionador reconheceu a obra depois de oito anos
A polícia de Milwaukee entrou em contato com DeLind depois que a litografia foi localizada.
O colecionador foi até o imóvel e reconheceu a peça como aquela que havia desaparecido de seu acervo anos antes.
O reencontro colocou fim a um mistério que havia permanecido aberto desde 2018.
Avaliação da empresa do colecionador ainda estava na moldura
Um dos detalhes mais curiosos da recuperação estava escondido na parte de trás do quadro.
A moldura ainda tinha uma avaliação feita pela DeLind Fine Art, empresa ligada ao próprio colecionador.
O documento permaneceu preso à obra durante todo o período em que ela ficou desaparecida. A identificação acabou se tornando uma importante pista para confirmar que aquela era realmente a peça roubada.
“Torero” tem apenas 30 cópias conhecidas
Além de ter uma história incomum, a obra também chama atenção pela raridade.
Segundo as informações divulgadas sobre o caso, “Torero” faz parte de uma tiragem de apenas 30 cópias.
Isso ajuda a explicar por que a recuperação despertou o interesse do colecionador e das autoridades. Não se tratava apenas de um quadro antigo abandonado em um imóvel, mas de uma peça rara ligada ao nome de um dos artistas mais conhecidos da história.
Litografia rara de Picasso pode valer até R$ 260 mil
Quando desapareceu, a obra possuía uma avaliação entre US$ 35 mil e US$ 50 mil.
Na conversão apresentada nas informações sobre o caso, o valor correspondia aproximadamente a R$ 150 mil a R$ 260 mil.
A estimativa mais alta, de US$ 50 mil, coloca a litografia na faixa de R$ 260 mil.
Roubo completaria oito anos quando a obra foi recuperada
O tempo também tornou a recuperação ainda mais curiosa.
A obra ficou longe do acervo de DeLind por aproximadamente oito anos, período em que seu paradeiro permaneceu desconhecido.
O próprio colecionador relacionou o reencontro ao encerramento de um ciclo que havia permanecido aberto desde o desaparecimento.
Ex-parceiro mantinha o caso vivo todos os anos
O desaparecimento da obra também marcou profundamente o ex-parceiro de negócios de DeLind, que morreu em fevereiro.
Segundo o relato, ele continuava interessado na localização da peça e, a cada aniversário do roubo, entrava em contato com a polícia para pedir que o caso fosse novamente divulgado.
A persistência acabou fazendo parte da história da recuperação da obra.
Colecionador citou prazo de prescrição ao comentar descoberta
DeLind também chamou atenção para o tempo transcorrido desde o roubo.
Segundo ele, crimes relacionados a roubo e propriedade geralmente possuem prazo de prescrição de seis anos. Dessa forma, quando a litografia reapareceu, o período normalmente mencionado para esse tipo de ocorrência já teria sido ultrapassado.
A questão, porém, não impediu que a obra fosse identificada e permanecesse sob custódia das autoridades.
Obra continua temporariamente com a polícia
Apesar de ter sido localizada, a litografia ainda não voltou imediatamente para a coleção particular.
A peça permanece temporariamente sob custódia da polícia de Milwaukee, enquanto são concluídos os procedimentos relacionados à recuperação.
DeLind também trabalha na contratação de um seguro para proteger a obra depois de tantos anos desaparecida.
Descoberta encerra mistério de oito anos

O caso reúne uma sequência improvável: uma litografia rara de Picasso é roubada, desaparece durante oito anos e acaba encontrada em um apartamento depois que um inquilino é despejado.
O detalhe da avaliação ainda presa à moldura ajudou a ligar a obra ao antigo proprietário, enquanto a raridade de “Torero” tornou a recuperação ainda mais significativa.
Agora, depois de quase uma década longe de seu acervo, a peça voltou a estar no radar de seu verdadeiro dono, e tudo começou com uma limpeza de apartamento.

