Uma tradicional fábrica do Rio Grande do Sul pode fechar as portas e deixar 1.360 funcionários desempregados. A reportagem está falando da Prometeon de Gravataí, na Região Metropolitana, que produz pneus.
De acordo com o prefeito da cidade, Luiz Zaffalon, a empresa confirmou em reunião a possibilidade do fechamento. Mas, uma moblização, tenta reveter o cenário.
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“Essa fábrica foi inaugurada em 1976. Ela faz parte da vida de centenas, talvez, milhares de famílias de Gravataí. Ela corre o risco de fechar 1.300 empregos diretos, 300 empregos indiretos. Fechar. Por causa da geopolítica”, afirma o prefeito Zaffalon.
Nas últimas semanas, a fábrica já estava reduzindo a produção e, alguns casos, chegou a paralisar. Atualmente, ela está com 25% de ociosidade.
Tradicional fábrica pode fechar e demitir funcionários: motivos
Uma série de motivos tem contribuindo nos últimos meses para o possível fechamento da tradicional fábrica de pneus do Rio Grande do Sul.
Um deles é o tarifaço de 25% anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump que reduziu a exportação de pneus para os americanos.
Porém, segundo o prefeito de Gravataí, há outros problemas enfrentados não só pela Prometeon, mas também por outras empresas do setor.
“Hoje é mais barato trazer um pneu da China, um pneu do Vietnã, um pneu da Ásia colocado no Brasil que a matéria prima. Não é mais barato que o custo aqui, é mais barato que a matéria prima para produzir um pneu aqui. Então, evidentemente, aquela lógica que a gente tinha até há pouco tempo que o Brasil tinha 30% de pneu importado e 70% fabricado aqui, agora se inverteu”, ressalta.
Mobilização para evitar fechamento
Executivos da empresa se reuniram com a prefeitura de Gravataí e com o Governo do Estado. O Piratini antecipou a retirada da substituição temporária que antecipa o recolhimento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). Porém, a medida ajuda, mas não resolve o problema.
“Lamentável isso”, finaliza Zaffalon sobre o possível fechamento da tradicional fábrica de pneus da cidade que ocupa o espaço deixado pela Pirelli.

