25 anos do 11 de setembro: veja quem foram os brasileiros mortos nos atentados que mudaram o mundo

O 11 de setembro completa 25 anos. Conheça as histórias dos brasileiros mortos nos atentados de 2001 e a memória deixada por suas famílias.

Nesta sexta-feira, 11 de setembro de 2026, completam-se 25 anos dos atentados que atingiram os Estados Unidos e provocaram uma das maiores tragédias da história recente. Os ataques de 2001 mataram 2.977 pessoas, segundo o 9/11 Memorial & Museum, e reuniram vítimas de mais de 90 nacionalidades.

Entre as vítimas estavam brasileiros que viviam ou trabalhavam em Nova York. As histórias dessas pessoas continuam fazendo parte da memória do 11 de setembro, especialmente para familiares que, um quarto de século depois, ainda carregam as marcas daquele dia.

LEIA TAMBÉM:

De acordo com as informações apresentadas na matéria de origem, o governo brasileiro reconhece oficialmente três brasileiros entre as vítimas, enquanto um quarto nome, Nilton Fernão Cunha, é associado ao atentado, mas não teve a morte oficialmente registrada pelo governo brasileiro nas mesmas condições por falta de material genético fornecido pela família.

Quem eram os brasileiros mortos no 11 de setembro

Entre os brasileiros oficialmente reconhecidos pelo Itamaraty estão Ivan Kyrillos Barbosa, Anne Marie Sallerin e Sandra Fajardo Smith.

Os três estavam trabalhando no World Trade Center quando os ataques aconteceram.

Ivan Kyrillos Barbosa tinha 30 anos e trabalhava no 105º andar da Torre Norte para a empresa financeira Cantor Fitzgerald.

Na mesma região estava Anne Marie Sallerin, de 29 anos, que havia se mudado recentemente para Nova York com o marido.

Já Sandra Fajardo Smith, de 37 anos, era mineira e trabalhava como coordenadora de contabilidade na Marsh & McLennan, no 98º andar.

As histórias individuais ajudam a dimensionar uma tragédia que, muitas vezes, é lembrada apenas pelos números e pelas imagens das torres em chamas.

Quem foi Nilton Fernão Cunha?

O quarto brasileiro ligado ao caso é Nilton Fernão Cunha, que tinha 41 anos e estava em Nova York a negócios.

Segundo o relato utilizado na matéria, Cunha estava no 108º andar da Torre Norte quando os ataques ocorreram.

Seu desaparecimento é reconhecido, mas a situação documental é diferente da dos outros três brasileiros.

A família não forneceu amostras de DNA para a confirmação, razão pela qual sua morte não foi oficialmente registrada pelo governo brasileiro da mesma maneira que ocorreu com as outras três vítimas.

Quantas pessoas morreram no 11 de setembro?

Os ataques de 11 de setembro de 2001 deixaram 2.977 mortos, sem contar os 19 sequestradores, de acordo com o 9/11 Memorial & Museum.

Desse total, 2.753 pessoas morreram em Nova York, 184 no ataque ao Pentágono e outras 40 morreram no voo 93, que caiu na Pensilvânia depois que passageiros e tripulantes tentaram retomar o controle da aeronave.

As vítimas tinham entre 2 e 85 anos e eram provenientes de mais de 90 países.

Essa diversidade ajuda a explicar por que o 11 de setembro teve consequências muito além das fronteiras dos Estados Unidos.

O que aconteceu no 11 de setembro de 2001?

Na manhã de 11 de setembro de 2001, 19 integrantes da al-Qaeda sequestraram quatro aviões comerciais.

Dois deles foram lançados contra as Torres Gêmeas do World Trade Center, em Nova York. Um terceiro atingiu o Pentágono, em Arlington, na Virgínia. O quarto avião caiu em uma área rural da Pensilvânia depois da reação dos passageiros e tripulantes.

Os impactos e os incêndios provocados pelos aviões levaram ao colapso das duas torres.

O episódio mudou profundamente a política externa dos Estados Unidos, os procedimentos de segurança em aeroportos e a maneira como o terrorismo internacional passou a ser tratado em diferentes países.

Como ficaram as famílias dos brasileiros?

Para quem perdeu parentes naquele dia, a passagem do tempo não apagou a dimensão da perda.

O médico Ivan Fairbanks Barbosa, pai de Ivan Kyrillos Barbosa, falou em entrevistas sobre a dificuldade de aceitar a morte do filho e o impacto causado pela tragédia na família.

Ivan era lembrado como uma pessoa alegre, idealista e apaixonada por automobilismo.

Décadas depois, essas recordações continuam sendo uma maneira de preservar a identidade das vítimas para além do número que aparece nas estatísticas.

A morte de Osama bin Laden mudou alguma coisa para as famílias?

A morte de Osama bin Laden, líder da al-Qaeda, em 2011 foi recebida de diferentes maneiras pelos familiares das vítimas.

No caso da família de Ivan, o pai relatou que a notícia trouxe uma sensação de alívio e de justiça, ainda que não pudesse compensar a perda do filho.

O sentimento resume uma característica das histórias deixadas pelo 11 de setembro: mesmo acontecimentos importantes ligados ao combate ao terrorismo não poderiam desfazer a ausência provocada naquele dia.

Por que o 11 de setembro ainda é lembrado 25 anos depois?

O impacto dos ataques ultrapassou a destruição das Torres Gêmeas e atingiu famílias, políticas públicas, relações internacionais e gerações que cresceram depois de 2001.

O próprio 9/11 Memorial destaca que o evento moldou o mundo em que vivemos e que seus efeitos continuam presentes décadas depois.

Em 2026, o Memorial está marcando os 25 anos dos atentados com uma programação voltada à memória das vítimas e à transmissão dessas histórias para pessoas que nasceram depois da tragédia.

Como as vítimas são lembradas em Nova York?

Todos os anos, familiares das vítimas participam de uma cerimônia no 9/11 Memorial para a leitura dos nomes das pessoas mortas nos atentados de 2001 e também no atentado de 1993 ao World Trade Center.

Os nomes das vítimas estão gravados em bronze ao redor das duas piscinas que ocupam os espaços onde ficavam as Torres Gêmeas.

A cerimônia inclui momentos de silêncio nos horários correspondentes aos principais acontecimentos daquela manhã, como os impactos contra as torres, a queda dos edifícios, o ataque ao Pentágono e a queda do voo 93.

O que aconteceu com as Torres Gêmeas?

Os dois edifícios atingidos pelos aviões acabaram entrando em colapso depois dos impactos e dos incêndios.

O 9/11 Memorial registra que as torres foram destruídas pelos danos provocados pelos aviões e pelo fogo que se seguiu.

A queda dos prédios se tornou uma das imagens mais marcantes do século XXI.

Hoje, o local é ocupado pelo memorial construído nas áreas onde ficavam as estruturas originais.

Por que tantos países foram afetados pelo 11 de setembro?

As vítimas vieram de mais de 90 nações.

Isso significa que o 11 de setembro não foi uma tragédia restrita às famílias norte-americanas.

Pessoas de diferentes partes do mundo estavam trabalhando, viajando ou cumprindo compromissos em Nova York, Washington e nas proximidades da rota dos aviões.

Os brasileiros mortos no 11 de setembro fazem parte justamente dessa dimensão internacional da tragédia.

O que os brasileiros mortos no 11 de setembro representam hoje?

As histórias de Ivan, Anne Marie e Sandra, além do caso de Nilton, ajudam a lembrar que por trás de números gigantescos existiam pessoas com profissões, famílias, projetos e vidas em andamento.

Ivan tinha 30 anos. Anne Marie tinha 29. Sandra tinha 37. Nilton tinha 41.

Cada um tinha uma história própria antes de ser transformado em nome de uma lista de vítimas.

É justamente essa dimensão humana que o Memorial procura preservar ao reunir fotografias, objetos pessoais, depoimentos e informações sobre as pessoas mortas nos ataques.

25 anos depois, por que lembrar o 11 de setembro?

Em 2026, uma nova geração chega aos 25 anos dos atentados sem necessariamente ter memória pessoal daquele dia.

O 9/11 Memorial destaca justamente esse desafio: ensinar às pessoas nascidas depois de 2001 o significado da tragédia e preservar as histórias de coragem, solidariedade e perda que surgiram daquele momento.

Por isso, a lembrança do 11 de setembro não se limita às imagens das torres ou aos números de mortos.

Ela também passa pelas histórias individuais das vítimas e pelo impacto que suas mortes tiveram sobre famílias espalhadas por diferentes países.

Brasileiros mortos no 11 de setembro seguem presentes na memória

Vinte e cinco anos depois dos atentados, as histórias dos brasileiros que morreram em Nova York continuam ligadas à memória de uma tragédia que ultrapassou fronteiras.

Ivan Kyrillos Barbosa, Anne Marie Sallerin e Sandra Fajardo Smith estão entre os brasileiros oficialmente reconhecidos pelo governo brasileiro como vítimas dos ataques. Nilton Fernão Cunha permanece associado ao episódio, embora sua morte não tenha sido oficialmente registrada pelo governo brasileiro nas mesmas condições por ausência de confirmação genética fornecida pela família.

O 9/11 Memorial lembra que as vítimas vieram de mais de 90 países e que a cerimônia anual de memória continua reunindo familiares para ler seus nomes.

Neste 11 de setembro de 2026, quando o mundo marca 25 anos dos atentados, relembrar essas histórias é também uma forma de enxergar a tragédia para além das imagens que ficaram na televisão: eram pessoas que tinham trabalho, família, planos e uma vida inteira pela frente.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS