McDonald’s começa a entregar lanches por drones e pedido pode chegar em cerca de 10 minutos

O McDonald's começou a usar drones para entregar lanches em Xangai, na China. Veja como funciona o sistema e por que o pedido pode chegar em cerca de 10 minutos.

Pedir um lanche do McDonald’s pode ganhar um novo significado em algumas regiões da China. Em Xangai, a rede começou a participar de um sistema de entrega por drones desenvolvido pela Meituan, permitindo que pedidos sejam transportados pelo ar até pontos específicos de retirada.

A operação começou na região de West Bund na última quinta-feira (10) e também marca a estreia de uma rota exclusiva de drones destinada a uma marca de alimentação no país.

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A tecnologia foi criada para complementar o delivery tradicional e pode fazer com que alguns pedidos percorram todo o trajeto em cerca de 10 minutos.

Como funciona a entrega por drones

Apesar de o pedido viajar pelo ar, o processo ainda depende do trabalho dos funcionários.

Depois que o lanche é preparado, um colaborador leva a encomenda até o ponto de operação de drones mais próximo. No local, um braço robótico coloca o pedido na aeronave.

O drone então segue até o destino programado. Quando chega ao ponto de entrega, outro braço retira a encomenda e a coloca em um armário destinado à retirada pelo cliente.

Nos casos mais rápidos, todo o percurso pode ser concluído em aproximadamente 10 minutos.

McDonald’s está entre quase 20 marcas

A nova rede aérea da Meituan conecta diferentes pontos de West Bund, incluindo o West Bund Dream Center, Xuhui Riverside, Model Speed Space e a área em frente ao McDonald’s da Longteng Avenue.

Quase 20 redes de alimentação já participam da operação. Além do McDonald’s, estão entre as empresas integradas à rede marcas como A Ma Handmade e M Stand.

A Meituan pretende ampliar o sistema e espera ultrapassar 40 marcas integradas até o fim de 2026.

Drones foram pensados para locais difíceis

A proposta da entrega por drones não é simplesmente substituir motos e bicicletas.

A tecnologia deve ser utilizada principalmente em locais onde o transporte terrestre encontra mais dificuldades, como parques, áreas de acesso complicado e regiões nas quais pode ser mais difícil localizar o ponto exato de entrega.

Os drones também podem atuar como complemento aos entregadores em trajetos mais longos, terrenos considerados extremos ou situações climáticas mais severas.

Aeronave pode enfrentar chuva e neve

A Meituan utiliza na operação o M-Drone 4L Winch, modelo de quarta geração equipado com um sistema de descida por cabo.

A tecnologia permite que a aeronave permaneça no ar enquanto baixa a encomenda diretamente até um ponto determinado.

Segundo a empresa, o drone foi desenvolvido para suportar chuva forte, neve moderada, ventos de força 6 e temperaturas entre -20 °C e 50 °C.

A Meituan afirma ainda que o modelo consegue atender mais de 97% dos cenários urbanos encontrados na China.

Estação ocupa pouco espaço

No solo, o sistema utiliza o M-Port 3, uma estação inteligente com apenas 1,4 metro quadrado de área — tamanho próximo ao de uma cabine telefônica.

O equipamento possui um braço robótico responsável por carregar automaticamente as encomendas no drone.

Dessa maneira, a operação combina diferentes tecnologias: funcionários preparam e transportam o pedido até a estação, enquanto robôs e aeronaves assumem parte do percurso seguinte.

Sistema pode mudar a rota do drone

A estrutura também conta com o M-DaaS 3, sistema utilizado para o despacho e controle das aeronaves.

De acordo com a Meituan, a plataforma consegue identificar anormalidades em até 100 milissegundos. Caso ocorra uma mudança repentina nas condições climáticas ou alguma alteração no espaço aéreo, o sistema pode recalcular a rota ou acionar protocolos de segurança.

A nova operação em West Bund representa mais um passo da empresa na expansão da entrega por drones, que busca complementar a logística tradicional e reduzir o tempo necessário para transportar pedidos em regiões onde motos e bicicletas enfrentam maiores limitações.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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