Advogados podem ganhar direito ao porte de arma com nova proposta em tramitação no Brasil

Porte de arma para advogados pode ser autorizado por novo projeto em tramitação no Senado. Veja o que a proposta prevê e em que fase está.

Advogados podem ter uma nova possibilidade relacionada à segurança pessoal caso um projeto em tramitação no Senado avance. A proposta prevê conceder porte de arma de fogo aos profissionais da advocacia para defesa pessoal.

O texto está relacionado ao PL 2.734/2021, que altera o Estatuto da Advocacia e o Estatuto do Desarmamento. A proposta já passou pela Comissão de Segurança Pública do Senado, mas ainda não se transformou em lei.

LEIA TAMBÉM:

O que prevê o projeto sobre porte de arma para advogados

A proposta estabelece a possibilidade de concessão de porte de arma de fogo para advogados que comprovem o exercício da profissão.

O objetivo previsto no texto é permitir o porte para defesa pessoal, diante de situações de risco que possam estar relacionadas à atividade profissional.

A proposta altera dispositivos da Lei 8.906/1994, que trata do Estatuto da Advocacia, e da Lei 10.826/2003, conhecida como Estatuto do Desarmamento.

Projeto ainda não virou lei

Apesar do avanço no Congresso, advogados ainda não possuem um direito automático ao porte de arma por causa desse projeto.

O PL 2.734/2021 continua em tramitação no Senado e precisa cumprir as demais etapas legislativas antes de eventualmente se tornar uma nova regra.

Portanto, a aprovação em uma comissão não significa que a autorização já esteja valendo para toda a categoria.

Proposta também está relacionada à defesa pessoal

A justificativa apresentada para o projeto considera situações em que advogados podem enfrentar ameaças relacionadas ao exercício da profissão.

Segundo informações do Senado, a proposta argumenta que profissionais podem se envolver em disputas jurídicas relacionadas a temas como liberdade, família e patrimônio e, em determinadas situações, ficar sujeitos a ameaças.

O texto, portanto, trata especificamente da possibilidade de porte para defesa pessoal, e não de uma autorização irrestrita já concedida a todos os advogados.

O que acontece agora

A proposta precisa continuar sua tramitação no Congresso Nacional. Caso avance, ainda serão analisados os requisitos e as condições previstos no texto antes de uma eventual mudança na legislação.

Enquanto isso, permanece em vigor a legislação atual sobre aquisição, posse e porte de armas de fogo.

Por isso, advogados que estejam acompanhando o projeto não devem interpretar a proposta como uma autorização já disponível para portar armas em razão do exercício da profissão.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
MATÉRIAS RELACIONADAS

MAIS LIDAS