Pequena, redonda e amarela, ela poderia ser confundida à primeira vista com uma jabuticaba que resolveu mudar de cor. Mas basta observar de perto para perceber uma característica que chama ainda mais atenção: uma fina camada de pelos claros cobre toda a casca do fruto.
É a cabeludinha, fruta brasileira que também recebe nomes como jabuticaba-amarela, peludinha, guapirijuba e vassourinha-da-praia.
LEIA TAMBÉM:
- Morador sai de viagem e deixa armário e caixas de mudança em sua vaga da garagem e após voltar, descobre que condomínio mandou retirar objetos por considerar abandonado
- Fiscalização encontra fezes de animais e produtos vencidos em filial do Atacadão
- Trabalhador pede demissão após ser aprovado em nova vaga, mas empresa cancela contratação e é condenada a pagar R$ 17 mil
A espécie pertence à família Myrtaceae, a mesma de frutas conhecidas como jabuticaba, goiaba e pitanga.
Cabeludinha amadurece na primavera
Depois da floração, os frutos da cabeludinha começam a amadurecer e aparecem principalmente durante a primavera.
Em outubro, a árvore entra em um período de maior presença de frutos, que podem chamar atenção justamente pela aparência pouco comum.
Por fora, o fruto é pequeno, arredondado e amarelo. Por dentro, a aparência muda: a polpa é translúcida, suculenta e doce, com uma leve acidez.
A fruta pode ser consumida fresca, inclusive com a casca, ou ser descascada antes do consumo.
Por que a cabeludinha é pouco conhecida?
Apesar de ser uma espécie brasileira e produzir frutos comestíveis, a cabeludinha ainda não é uma fruta comum em supermercados e feiras.
Pesquisas sobre a espécie já apontaram o baixo potencial comercial dos frutos como uma das razões para sua presença mais restrita a quintais e pomares.
Entre os possíveis fatores estão a pequena quantidade de polpa, o desconhecimento do público e a falta de informações mais consolidadas sobre técnicas de cultivo.
Isso, porém, não significa que a fruta não tenha valor.
Estudos destacam a presença de vitamina C e descrevem os frutos como apreciados para consumo fresco. Eles também desempenham papel ecológico, servindo de alimento para animais que ajudam na dispersão das sementes.
Fruta brasileira pode ser cultivada em vasos
A cabeludinha também chama atenção pelo tamanho da árvore.
Com porte reduzido e copa densa, a espécie pode ser usada no paisagismo de jardins e, segundo informações da Prefeitura de Curitiba, também pode ser cultivada em vasos grandes, inclusive em sacadas.
Isso abre espaço para quem deseja manter uma árvore frutífera mesmo sem ter um quintal muito grande.
Ainda assim, o cultivo deve considerar as condições necessárias para o desenvolvimento da espécie, como espaço, luminosidade, água e características do solo.
Flores atraem abelhas e frutos alimentam animais
A cabeludinha não chama atenção apenas pelos frutos.
Suas pequenas flores brancas atraem abelhas, enquanto os frutos podem servir de alimento para diferentes animais silvestres.
Dessa maneira, a árvore participa de uma cadeia que vai além do consumo humano.
A presença da espécie em jardins e quintais também ajuda a manter uma planta nativa em ambientes onde muitas vezes predominam espécies ornamentais introduzidas.
Uma fruta diferente que continua nos quintais
A aparência da cabeludinha ajuda a explicar por que ela desperta curiosidade.
Pequena e amarela, lembra uma jabuticaba de outra cor. Ao olhar mais de perto, porém, aparecem os pelos claros que cobrem a casca e deram origem ao nome popular.
Por enquanto, a fruta continua longe de ser uma presença comum nas prateleiras dos supermercados.
É justamente nos quintais, jardins e pomares que a cabeludinha mantém uma presença mais discreta, produzindo seus frutos na primavera e atraindo tanto pessoas curiosas quanto animais e abelhas.
Para quem encontra uma dessas árvores, a surpresa está justamente em descobrir que uma fruta com aparência tão incomum é uma espécie brasileira e pode fazer parte até mesmo de pequenos espaços domésticos.

