Presa mulher condenada por matar fotógrafo em Canoas

Mulher condenada fotógrafo canoas foi presa em hotel

A mulher condenada por matar o fotógrafo, José Gustavo Bertuol Gargioni, em Canoas, foi presa na tarde desta quinta-feira (22). Paula Caroline Ferreira Rodrigues foi encontrada em um hotel na cidade de Santo Antônio da Patrulha, no Litoral Norte.

A captura foi realizada por policiais militares, civis e federais ligados à Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (Ficco).

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Paula, que foi incluída na lista vermelha da Interpol, não estava sozinha. Ela estava com o atual companheiro, Letier Ademir Silva Lopes que também estava foragido. Conhecido como Lig Lig, ele é apontado como líder da maior facção criminosa que atua no Rio Grande do Sul e tem envolvimento em mais de 20 homicídios ocorridos em Canoas e Cachoeirinha.

Ainda, conforme a polícia, eles estavam junto com uma criança. Eles foram abordados minutos antes de deixarem o hotel. Os policiais suspeitam que eles estavam se preparando para abandonar a região.

Mulher condenada por matar fotógrafo em Canoas estava foragida desde março

Foragida desde março deste ano, Paula foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão pela morte de José Gustavo Bertuol Gargioni de 22 anos. O crime ocorreu em 2015

Paula chegou a ser inocentada em um primeiro julgamento, mas foi condenada no segundo.

O pedido de inclusão do nome de Paula foi feito pela Delegacia de Capturas da Polícia Civil. Desde a condenação, policiais realizam diligências, mas ainda não conseguiram encontrar a foragida.

A reportagem da Agência GBC tenta localizar a defesa de Paula, mas não obteve retorno.

Presa mulher condenada por matar fotógrafo em Canoas: relembre o caso

O crime ocorreu em 2015. Conforme a investigação, na época, Paula teria atraído o fotógrafo para uma emboscada. O jovem foi torturado e morto com 19 tiros na Praia do Paquetá, em Canoas.

De acordo com a polícia, ela teria marcado um encontro para atrair Gustavo até o crime. Ao entrar no carro conduzido pela foragida, ele teria sido surpreendido por Juliano Biron da Silva, companheiro de Paula, que o executou nas margens da BR-448. Ele já foi condenado pelo crime.

Dois julgamentos

Paula foi julgada pela primeira vez em dezembro de 2023. Na ocasião, o júri a absolveu da acusação de homicídio, mas o Ministério Público recorreu. Em 2025, o Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul determinou um novo julgamento.

O segundo júri aconteceu em março de 2026, mas Paula não compareceu. A mulher foi condenada a 26 anos e oito meses de prisão, em regime fechado.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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