“Viabilidade econômica afetada”: famosa multinacional de grãos fundada na Holanda fecha fábrica de fertilizantes na Argentina após mais de 50 anos de operação

A Bunge encerrou as atividades de uma fábrica de amônia e insumos para fertilizantes em Campana, na Argentina, após décadas de operação.

A multinacional agroindustrial Bunge encerrou as atividades de uma fábrica de insumos utilizados na produção de fertilizantes na Argentina. A unidade fica em Campana, na província de Buenos Aires, e produzia amônia e tiossulfato de amônio, substâncias importantes para a fabricação de produtos utilizados na agricultura.

Fundada em Amsterdã, na Holanda, em 1818, a companhia informou que a decisão foi tomada após uma análise de alternativas operacionais e comerciais. A fábrica tinha mais de 50 anos de operação, e o encerramento foi atribuído a fatores estruturais que afetavam a viabilidade econômica da atividade.

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As informações sobre o fechamento foram publicadas inicialmente pelo jornal argentino La Nación. Em comunicado, a Bunge ressaltou que a medida se limita à unidade de Campana e não representa o encerramento de suas demais operações na Argentina.

Por que a Bunge fechou a fábrica na Argentina?

Segundo a empresa, a decisão considerou uma combinação de fatores que comprometiam a sustentabilidade da operação ao longo dos anos.

Entre os motivos apontados estão as limitações de infraestrutura e tecnologia de uma instalação com mais de cinco décadas de funcionamento, além das mudanças nas condições de mercado e no abastecimento de matérias-primas.

A companhia afirmou que avaliou diferentes alternativas operacionais e comerciais antes de decidir pelo encerramento.

A Bunge também reconheceu os impactos da medida sobre os funcionários e suas famílias. Segundo a empresa, o processo será conduzido com atenção aos trabalhadores afetados, com informações e apoio, além do cumprimento das obrigações correspondentes.

O que a fábrica produzia?

A unidade de Campana produzia amônia, matéria-prima utilizada na fabricação de fertilizantes nitrogenados, como a ureia. Esses fertilizantes fornecem nitrogênio às plantas e são utilizados em culturas agrícolas como trigo, milho, cevada e arroz.

Outro produto fabricado no local era o tiossulfato de amônio, composto empregado na formulação de fertilizantes líquidos que fornecem nitrogênio e enxofre, nutrientes importantes para o desenvolvimento das plantas.

Segundo as informações divulgadas, a produção desses insumos no local começou em outubro de 2004.

A unidade também tinha participação da Associação de Cooperativas Argentinas (ACA), responsável por uma fatia equivalente a 17,5% da produção, conforme informou o jornal La Nación.

Fechamento não encerra as operações da Bunge na Argentina

A Bunge esclareceu que o encerramento se restringe à fábrica de Campana. Portanto, a decisão não significa que a multinacional esteja deixando o mercado argentino.

A companhia mantém outras atividades no país e planos de investimento em infraestrutura e ativos produtivos ligados ao processamento de matérias-primas agrícolas.

Com presença internacional no agronegócio, a Bunge atua no processamento e na comercialização de commodities agrícolas, além de trabalhar com ingredientes e produtos derivados de matérias-primas vegetais.

O fechamento da unidade de Campana representa, assim, uma mudança específica em sua estrutura industrial argentina, motivada pelas condições operacionais e comerciais apontadas pela empresa.

Guilherme Galhardo
Guilherme Galhardo
Redator, apaixonado pela cultura POP, luta-livre, games, séries e filmes, escreve sobre economia, serviços e cotidiano de cidades. Entusiasta de meteorologia e punk rocker nas horas vagas.
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