Um acidente de trabalho terminou em morte no complexo industrial da BYD em Camaçari, na Região Metropolitana de Salvador, na Bahia. O trabalhador chinês Xiaoqing Huang, de 48 anos, morreu depois de cair de aproximadamente 13 metros de altura enquanto realizava um serviço no telhado de um galpão.
O acidente ocorreu na tarde de segunda-feira, 19 de outubro de 2026. Huang chegou a ser socorrido e encaminhado ao Hospital Santa Helena, mas não resistiu aos ferimentos.
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O caso passou a ser investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), que busca esclarecer as circunstâncias da queda e verificar se as normas de saúde e segurança ocupacional foram cumpridas pelas empresas envolvidas.
Como aconteceu o acidente na fábrica da BYD?
De acordo com as informações divulgadas após a ocorrência, o trabalhador realizava uma atividade no telhado de um galpão em construção quando caiu de uma altura aproximada de 13 metros.
A vítima era funcionária de uma empresa terceirizada que prestava serviços no complexo industrial da montadora. O sindicato dos trabalhadores metalúrgicos de Camaçari identificou a empresa como Open Building System Brasil.
Segundo relatos divulgados após o acidente, Huang ainda estava consciente logo depois da queda. Ele recebeu atendimento e foi levado ao hospital, mas morreu em decorrência dos ferimentos.
A diferença entre as estimativas de altura também apareceu nos relatos iniciais: a BYD informou que a queda foi de aproximadamente 13 metros, enquanto o sindicato mencionou cerca de 15 metros.
Sindicato relata possíveis falhas nos equipamentos de proteção
Após a morte, o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Camaçari afirmou ter recebido informações sobre possíveis problemas nos equipamentos utilizados pelo trabalhador durante a atividade em altura.
Entre os relatos estavam a suspeita de que Huang não estaria utilizando um cinto de segurança adequado e de que a corda empregada na operação não estaria devidamente ancorada.
A entidade também levantou questionamentos sobre as condições de trabalho em áreas do complexo que ainda estavam em construção. O sindicato defendeu uma apuração rigorosa e cobrou medidas para evitar novos acidentes.
Essas informações, porém, são denúncias que precisam ser verificadas pelas autoridades. Até o momento, não é possível tratar as suspeitas como falhas definitivamente comprovadas ou atribuir responsabilidade legal antes da conclusão das investigações.
O que o Ministério Público do Trabalho vai investigar?
O Ministério Público do Trabalho na Bahia abriu um inquérito para apurar o acidente fatal. A investigação busca verificar se as empresas responsáveis cumpriram as normas de segurança exigidas para atividades de risco, especialmente os procedimentos relacionados ao trabalho em altura.
Entre os pontos que podem ser examinados estão o fornecimento e a utilização de equipamentos de proteção individual, o treinamento dos trabalhadores, os procedimentos de prevenção e as condições em que o serviço era executado.
A apuração também envolve a atuação de outros órgãos públicos. A Polícia Civil registrou a ocorrência, e informações devem ser solicitadas à Superintendência Regional do Trabalho da Bahia, responsável pela fiscalização das condições de trabalho.
O objetivo é esclarecer as circunstâncias da morte, identificar eventuais responsabilidades e determinar medidas preventivas, caso sejam necessárias.
O que a BYD informou sobre a morte?
A BYD lamentou a morte do trabalhador e informou que ele era funcionário de uma empresa prestadora de serviços que atuava no complexo industrial de Camaçari.
Em manifestação divulgada após o acidente, a montadora afirmou que as circunstâncias estavam sendo apuradas e que prestava apoio à família da vítima. A empresa terceirizada também manifestou pesar pelo ocorrido.
A definição de eventuais responsabilidades dependerá dos resultados das investigações e da análise das condições de segurança existentes no momento do acidente.
Acidente ocorre durante obras no complexo industrial
A morte aconteceu em um período de expansão da estrutura industrial da BYD em Camaçari, onde novas áreas de produção estavam sendo construídas e preparadas para ampliar as operações da montadora no Brasil.
O sindicato levantou preocupações sobre a realização simultânea de atividades de construção e de operações industriais em determinadas áreas. A entidade defendeu atenção redobrada à prevenção de acidentes e à fiscalização dos procedimentos de segurança.
A investigação deverá esclarecer se as condições do local tiveram relação com a queda e se havia medidas suficientes para proteger os trabalhadores envolvidos na atividade.
O caso reforça a importância dos protocolos de prevenção em trabalhos realizados em altura, nos quais o planejamento da atividade, o treinamento e os sistemas adequados de proteção contra quedas são fundamentais para reduzir riscos.

