FOTO: Carina Jung/Câmara de Vereadores de Canoas

Foto: Carina Jung/ Câmara de Vereadores de Canoas

Da redação | O projeto de Parceria Público-Privada da Corsan (PPP da Corsan) deve ser votada nesta segunda-feira (18) em sessão da Câmara Municipal de Canoas. Se for aprovado, Canoas poderá resgatar R$ 55 milhões. Parte da quantia, cerca de R$ 40 milhões, será investida no Sistema de Proteção Contras as Cheias do bairro Mato Grande. Segundo a prefeitura, a região ainda é parcialmente desprotegida de eventuais enchentes causadas pela elevação do nível do Rio dos Sinos e do Arroio Araçá.

As obras consistem na construção de um sistema de micro e macrocanais, complementação do dique e de duas casas de bombas (nº 5 e nº 9), que terão equipamentos de vazão igual a 2,5 m³/s. A Casa de Bombas 5 será construída próxima do Arroio Araçá. Já a Casa de Bombas 9 ficará ao lado da BR-448, próxima ao trevo de acesso à avenida das Canoas. Elas serão responsáveis por drenar a água da chuva recolhida pelos sistemas de micro e macrodrenagem e encaminhá-la para o Arroio Araçá e para o Rio dos Sinos.

Os projetos destas estruturas estão em fase de revisão e também de atualização do orçamento, etapa que está sendo cumprida pela empresa Encop Engenharia Ltda. em conjunto com as equipes técnicas da Secretaria Municipal de Projetos Estratégicos (SMPE) e da Secretaria Municipal de Obras (SMO). A previsão é de que os projetos sejam finalizados até o final de abril. De acordo com o secretário de Projetos Estratégicos de Canoas, Odir Baccarin, caso a PPP da Corsan seja aprovada, o processo licitatório das obras será aberto na sequência.

Para o prefeito de Canoas, Luiz Carlos Busato, são reais as vantagens que o município terá com a adesão à PPP da Corsan. “Com o adiantamento dos recursos, conseguiremos viabilizar a realização destas obras que são fundamentais para urbanização do bairro Mato Grande. Para se ter uma ideia, essa região corresponde a 7% do território urbano de Canoas. Esse sistema de proteção vai proporcionar mais desenvolvimento social e econômico para a região, o que implica em novos investimentos que irão gerar empregos, além da possibilidade de ampliar a oferta de moradia no bairro”, explica o prefeito Busato.

Por lei, os recursos adiantados do Fundo de Gestão Compartilhada só podem ser investidos nas áreas de saneamento e meio ambiente.

Foto: Divulgação/ Secom Canoas

Para onde vai o restante dos recursos?

– R$ 10 milhões irão para investimentos no Parque Nacional Fazenda Guajuviras, que será um espaço destinado ao turismo, preservação do meio ambiente e educação ambiental.

– R$ 5 milhões irão para investimentos em parques e praças.