Milhões de brasileiros deixaram de receber o Bolsa Família nos últimos anos, segundo informações divulgadas pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias. O número chamou atenção e levantou dúvidas entre beneficiários e famílias que acompanham as mudanças no programa social.
De acordo com o ministro, cerca de 15 milhões de pessoas saíram do Bolsa Família desde 2023. A explicação, porém, não está relacionada a cortes em massa, mas sim a uma mudança na situação financeira de milhões de famílias atendidas pelo benefício.
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Os dados foram apresentados durante o programa Bom Dia Ministro, produzido pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), e ajudam a esclarecer uma das discussões mais frequentes sobre os programas sociais do governo federal.
Por que 15 milhões de pessoas deixaram o Bolsa Família?
Segundo Wellington Dias, mais de cinco milhões de famílias deixaram o programa nos últimos anos porque passaram a ter renda superior aos limites exigidos para permanência no benefício.
Considerando uma média de três integrantes por família, o governo estima que aproximadamente 15 milhões de pessoas deixaram de depender do programa após melhorarem suas condições financeiras.
O ministro utilizou os números para rebater críticas de que beneficiários evitariam buscar emprego para continuar recebendo os pagamentos mensais do Bolsa Família.
Milhões de beneficiários trabalham e continuam recebendo
Durante a entrevista, Wellington Dias destacou que o programa permite que famílias continuem protegidas mesmo após conseguirem uma fonte de renda.
Segundo ele, em maio deste ano, cerca de 7,1 milhões de famílias atendidas pelo Bolsa Família possuíam algum tipo de atividade econômica. Isso inclui trabalhadores com carteira assinada, autônomos, pequenos empreendedores e pessoas com outras formas de geração de renda.
Para o ministro, esses dados demonstram que o benefício não impede a entrada dos brasileiros no mercado de trabalho.
Além da transferência de renda, o programa também exige o cumprimento de compromissos relacionados à saúde e à educação, especialmente para crianças e adolescentes.
Governo destaca impacto na educação
Outro ponto destacado por Wellington Dias foi o avanço educacional dos beneficiários.
Segundo o ministro, aproximadamente 1,3 milhão de pessoas ligadas ao programa concluem algum tipo de formação todos os anos. Na avaliação do governo federal, esse processo contribui para ampliar as oportunidades de emprego e aumentar a renda das famílias atendidas.
A qualificação profissional tem sido apontada como um dos fatores que ajudam beneficiários a superar a situação de vulnerabilidade social e, consequentemente, deixar o programa de forma definitiva.
Bolsa Família e o avanço do IDH
Durante a entrevista, Wellington Dias também relacionou o programa social aos avanços registrados pelo Brasil no Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) das Nações Unidas.
Segundo ele, o país alcançou pela primeira vez a classificação de desenvolvimento humano muito alto, resultado que teria recebido influência de políticas voltadas para educação, saúde e combate à pobreza.
Na avaliação do ministro, o Bolsa Família continua sendo uma das principais ferramentas de inclusão social do país e contribui para a melhoria de diversos indicadores sociais.
Novo aplicativo do Bolsa Família já está disponível
Além dos números apresentados, o governo também anunciou novidades para os beneficiários.
O novo site e aplicativo do Bolsa Família já estão disponíveis para acesso dos usuários. A plataforma permite consultar informações sobre pagamentos, bloqueios, pendências cadastrais e outros serviços relacionados ao benefício.
Segundo Wellington Dias, o sistema também reúne informações sobre programas sociais complementares, além de disponibilizar consultas sobre oportunidades de emprego e serviços públicos em diferentes regiões do país.
Com a nova ferramenta, o governo pretende facilitar o acesso dos beneficiários às informações e tornar mais simples o acompanhamento da situação cadastral de cada família atendida pelo programa.

