Foto: Colégio Tiradentes/Reprodução

Foto: Colégio Militar Porto Alegre/Reprodução

Da redação | O vereador Sargento Bráulio Santana (PTB) apresentou para o prefeito Luiz Carlos Busato um projeto para abrir em Canoas, uma escola cívico-militar. “Ele ficou interessado no assunto. Já pediu para abrirmos um estudo para referenciar a melhor maneira de executarmos a ideia”, comentou o parlamentar.

Conforme Santana, a ideia é um projeto nacional do presidente Jair Bolsonaro. “Ele disse que quer colocar, até o final do ano, uma escola desse formado em cada estado do país”, salientou o vereador. Aqui no Rio Grande do Sul, o deputado estadual Tenente-Coronel Zucco, protocolou na Assembleia Legislativa o Projeto de Lei n° 72/2019 que altera a lei do “Mais Efetivo” com o objetivo de possibilitar a utilização de servidores militares da reserva como monitores dessas escolas. No PL, ainda há a chance que sejam feitos convênios com escolas estaduais e municipais. “Trata-se de uma iniciativa que objetiva restabelecer princípios como disciplina, hierarquia e respeito aos símbolos nacionais”, comentou o deputado.

O projeto já foi apresentado para o prefeito Busato (Foto: Divulgação)

Porém, o vereador canoense deixa claro que o município não terá custos com os militares da reserva que trabalharem nessas instituições. “União vai repassar os valores para o município que, por fim, vai repassar para o estado. A prefeitura seguirá cuidando da manutenção, dos custos para manter a escola em atividade e da folha de pagamento dos funcionários, sem nenhum gasto a mais”, ressaltou o vereador.

“Não vai virar quartel”

Durante entrevista a Agência GBC, o vereador pontuou que essa instituição é diferente de uma escola militar. “A doutrina escolar é exclusivamente dos professores. A orientação militar só vai acontecer da porta da sala de aula para fora”.

O vereador conversou com a Agência GBC sobre o projeto (Foto: JL Balestirn/GBC)

Santana reforça que a escola “não vai virar quartel, mas que o aluno vai ter disciplina”. “Quando isso sair do papel, vamos voltar a colocar a escola em primeiro lugar. Hoje, temos muitas escolas, principalmente na periferia, que o tráfico é mais presente que a educação. Queremos tirar o crime de dentro da escola.”

Questionado quando o projeto vai sair do papel, o parlamentar garante que teremos novidades no próximo ano. “Certamente, em 2020, já vamos ter avanços no tema”, finalizou.