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25 de maio de 2026

Tá com dívida no Nubank? Conta pode ser bloqueada a qualquer momento

Uma mudança implementada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) passou a acelerar o bloqueio judicial de valores em contas bancárias de pessoas que possuem dívidas em processos na Justiça. A medida envolve instituições como Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Itaú, Nubank e XP Investimentos.

Com o novo sistema, ordens judiciais de bloqueio podem ser cumpridas em poucas horas, reduzindo significativamente o tempo entre a decisão do juiz e a retenção dos valores disponíveis nas contas dos devedores.

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O que mudou?

Anteriormente, os bloqueios podiam levar dias para serem processados. Com a atualização do sistema, as ordens passaram a ser enviadas duas vezes por dia aos bancos participantes.

Isso permite que o bloqueio aconteça de forma muito mais rápida, dificultando a retirada ou transferência dos recursos antes do cumprimento da decisão judicial.

Quais bancos participam?

Nesta fase inicial do projeto-piloto participam:

  • Caixa Econômica Federal
  • Banco do Brasil
  • Itaú Unibanco
  • Nubank
  • XP Investimentos

O período de testes deverá durar cerca de 18 meses antes de uma possível expansão para outras instituições financeiras.

Quem corre risco de bloqueio?

A medida não vale para qualquer pessoa que esteja apenas com uma dívida em atraso.

O bloqueio ocorre quando:

  • existe um processo judicial em andamento;
  • há uma decisão da Justiça autorizando a medida;
  • o credor solicita a execução da dívida.

Ou seja, não basta estar inadimplente. É necessário haver uma ordem judicial determinando a retenção dos valores.

Sistema poderá monitorar contas por mais tempo

Outra novidade é a chamada “ordem reiterada”.

Nesse modelo, o sistema pode continuar monitorando a conta por um período prolongado, permitindo novos bloqueios caso valores sejam depositados futuramente até que a dívida seja quitada. Em alguns casos, esse monitoramento pode permanecer ativo por até um ano.

Existem valores protegidos?

Sim. A legislação brasileira continua protegendo determinadas verbas consideradas impenhoráveis.

Entre elas estão:

  • salários;
  • aposentadorias;
  • pensões;
  • parte dos recursos mantidos em caderneta de poupança dentro dos limites previstos em lei.

Objetivo é tornar cobranças mais eficientes

Segundo o CNJ, a atualização do Sisbajud busca aumentar a eficiência no cumprimento das decisões judiciais e reduzir o tempo necessário para recuperação de valores reconhecidos pela Justiça.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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