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Canoas
15 de junho de 2026

“Muito cruel”, diz delegada sobre protetora presa que mandava matar animais em Canoas

Mulher alvo da Operação Carrasco já atuou como secretária de Bem-Estar Animal em Canoas e está fora do cargo desde julho de 2025

A Polícia Civil deflagrou nesta segunda-feira (15) a segunda fase da Operação Carrasco. Um dos alvos da ofensiva era a protetora de animais e ex-secretária de Bem-Estar Animal de Canoas, Paula Lopes, que acabou presa por estelionato.

De acordo com a Polícia Civil, Paula é investigada desde 2025. Na época, após denúncias, os policiais apuraram que ela ordenava que os animais que chegavam ao Bem-Estar Animal fossem sacrificados e não avaliava a possibilidade de tratamento.

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Após a primeira fase da operação deflagrada em setembro de 2025, os investigadores descobriram que Paula agia da mesma maneira no Instituto Paula Lopes. Além de mandar cães e gatos para a eutanásia, ela criava campanhas em redes sociais para arrecadar recursos para os animais que eram mortos.

“Na primeira fase nós focamos na principal investiga enquanto gestora, enquanto servidora, enquanto agente pública e nessa primeira fase nós indiciamos ela por maus-tratos, porque efetivamente comprovamos que havia dentro da secretária uma matança desmedida de animais. Comprovamos por meio de documentação, por meio de prova testemunhal bem contundentes. A partir daí, outras denúncias vieram e nós aprofundamos a investigação e focamos nela enquanto protetora. A gente acabou verificando que realmente existia esse modus operandi nessa vida privada dela, ela enquanto suposta protetora”, afirma a delegada Luciane Bertoletti, titular da 3ª Delegacia de Polícia de Canoas.

De acordo com a polícia, em um ano, a presa teria arrecadado cerca de R$ 700 mil com vaquinhas.

“Neste momento, enquanto protetora, interesse era exclusivamente financeiro. Se ela tinha interesse em mostrar uma gestão eficiente na primeira fase, nessa ela usava o mesmo modus operandi, mas para angariar recursos com a morte desse animais”, relata Bertoletti.

Além de Paula, mais duas veterinárias foram presas durante a segunda fase da ofensiva nesta segunda (15).

“Muito cruel”, diz delegada sobre protetora de animais presa durante a Operação Carrasco em Canoas

Bertoletti classifica como cruel a forma que a protetora agia.

“Nos choca porque são seres vivos, nos choca a forma de atuar. É realmente o perfil de alguém muito cruel”.

O que diz Paula?

A reportagem da Agência GBC tenta contato com a defesa de Paula, mas ainda não obteve retorno.

Jaime Zanatta
Jaime Zanatta
Jornalista formado pela Unisinos escreve sobre economia, cotidiano, polícia e o dia a dia das cidades.
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