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Canoas
21 de junho de 2026

Estudo revela alimentos que podem ajudar a reduzir sintomas de depressão e ansiedade

Pesquisas apontam que alguns grupos de alimentos estão associados a menores índices de ansiedade e depressão, principalmente por fornecerem nutrientes essenciais para a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar.

Entre os principais estão:

• Frutas frescas

• Verduras e legumes

• Grãos integrais

• Castanhas e oleaginosas

• Peixes ricos em ômega 3

• Iogurte natural e alimentos fermentados

• Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico

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Frutas aparecem entre os maiores destaques

Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Aston, no Reino Unido, identificou que o consumo frequente de frutas frescas está associado a menores níveis de depressão, ansiedade e estresse, além de favorecer a clareza mental.

Segundo os pesquisadores, frutas fornecem antioxidantes, vitaminas e compostos bioativos importantes para o funcionamento adequado do cérebro.

Ômega 3 também chama atenção dos especialistas

Peixes como salmão, sardinha, cavala e truta são fontes importantes de ômega 3, gordura considerada essencial para a saúde cerebral.

Estudos indicam que os ácidos graxos EPA e DHA podem ajudar na regulação dos neurotransmissores e na redução de processos inflamatórios associados aos transtornos de humor.

Castanhas, sementes e magnésio ganham destaque

Castanha-do-pará, amêndoas, sementes de abóbora e vegetais verde-escuros também aparecem entre os alimentos mais recomendados.

Esses alimentos são ricos em magnésio, selênio e zinco, nutrientes que participam da regulação do sistema nervoso e do equilíbrio emocional.

Pesquisas recentes sugerem que baixos níveis de magnésio podem estar relacionados ao agravamento dos sintomas depressivos.

O que evitar?

Especialistas alertam que dietas ricas em alimentos ultraprocessados podem aumentar o risco de problemas relacionados à saúde mental.

Entre os itens que merecem atenção estão:

• Refrigerantes

• Fast food

• Biscoitos recheados

• Embutidos

• Excesso de açúcar

• Consumo exagerado de álcool e cafeína

Segundo os estudos, esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios e contribuir para oscilações de humor.

Alimentação não substitui tratamento

Apesar dos benefícios observados, médicos e nutricionistas reforçam que a alimentação deve ser vista como um complemento ao tratamento.

Casos de ansiedade e depressão exigem acompanhamento profissional, que pode incluir psicoterapia, mudanças de hábitos e medicamentos quando necessário.

Dieta equilibrada pode fazer diferença

A adoção de um padrão alimentar semelhante à dieta mediterrânea, com maior consumo de frutas, verduras, azeite, peixes, castanhas e grãos integrais, tem sido associada a menores taxas de depressão e ansiedade em diversos estudos.

Embora não exista um alimento milagroso, os pesquisadores concordam que escolhas mais saudáveis à mesa podem contribuir significativamente para a saúde mental ao longo do tempo.

Vinicius Ficher
Vinicius Ficher
Redator, escrevediariamente sobre economia, serviços e cotidiano de cidades.
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