Pesquisas apontam que alguns grupos de alimentos estão associados a menores índices de ansiedade e depressão, principalmente por fornecerem nutrientes essenciais para a produção de neurotransmissores ligados ao bem-estar.
Entre os principais estão:
• Frutas frescas
• Verduras e legumes
• Grãos integrais
• Castanhas e oleaginosas
• Peixes ricos em ômega 3
• Iogurte natural e alimentos fermentados
• Leguminosas, como feijão, lentilha e grão-de-bico
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Frutas aparecem entre os maiores destaques
Um estudo realizado por pesquisadores da Universidade de Aston, no Reino Unido, identificou que o consumo frequente de frutas frescas está associado a menores níveis de depressão, ansiedade e estresse, além de favorecer a clareza mental.
Segundo os pesquisadores, frutas fornecem antioxidantes, vitaminas e compostos bioativos importantes para o funcionamento adequado do cérebro.
Ômega 3 também chama atenção dos especialistas
Peixes como salmão, sardinha, cavala e truta são fontes importantes de ômega 3, gordura considerada essencial para a saúde cerebral.
Estudos indicam que os ácidos graxos EPA e DHA podem ajudar na regulação dos neurotransmissores e na redução de processos inflamatórios associados aos transtornos de humor.
Castanhas, sementes e magnésio ganham destaque
Castanha-do-pará, amêndoas, sementes de abóbora e vegetais verde-escuros também aparecem entre os alimentos mais recomendados.
Esses alimentos são ricos em magnésio, selênio e zinco, nutrientes que participam da regulação do sistema nervoso e do equilíbrio emocional.
Pesquisas recentes sugerem que baixos níveis de magnésio podem estar relacionados ao agravamento dos sintomas depressivos.
O que evitar?
Especialistas alertam que dietas ricas em alimentos ultraprocessados podem aumentar o risco de problemas relacionados à saúde mental.
Entre os itens que merecem atenção estão:
• Refrigerantes
• Fast food
• Biscoitos recheados
• Embutidos
• Excesso de açúcar
• Consumo exagerado de álcool e cafeína
Segundo os estudos, esses alimentos podem favorecer processos inflamatórios e contribuir para oscilações de humor.
Alimentação não substitui tratamento
Apesar dos benefícios observados, médicos e nutricionistas reforçam que a alimentação deve ser vista como um complemento ao tratamento.
Casos de ansiedade e depressão exigem acompanhamento profissional, que pode incluir psicoterapia, mudanças de hábitos e medicamentos quando necessário.
Dieta equilibrada pode fazer diferença
A adoção de um padrão alimentar semelhante à dieta mediterrânea, com maior consumo de frutas, verduras, azeite, peixes, castanhas e grãos integrais, tem sido associada a menores taxas de depressão e ansiedade em diversos estudos.
Embora não exista um alimento milagroso, os pesquisadores concordam que escolhas mais saudáveis à mesa podem contribuir significativamente para a saúde mental ao longo do tempo.

