Meteorologistas e órgãos de monitoramento climático emitiram um alerta para o aumento do risco de incêndios florestais no Brasil nos próximos meses. A combinação entre o avanço do El Niño, temperaturas acima da média e redução das chuvas pode criar um cenário considerado um dos mais desafiadores dos últimos anos para o combate ao fogo, principalmente entre agosto e outubro.
Segundo especialistas, o fenômeno climático deve favorecer períodos mais longos de estiagem em parte do Norte, Centro-Oeste e Nordeste, aumentando o ressecamento da vegetação e facilitando a propagação das chamas. As autoridades reforçam que o cenário exige preparação antecipada para reduzir danos ambientais, econômicos e riscos à população.
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El Niño aumenta o risco de queimadas
As projeções do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) indicam que o El Niño deverá permanecer ativo ao longo do segundo semestre de 2026, podendo intensificar ondas de calor e prolongar os períodos de seca em diversas regiões brasileiras.
Mesmo sem a confirmação de um evento classificado como “muito forte”, os especialistas destacam que episódios moderados também podem provocar impactos significativos, como ocorreu em anos anteriores. Por isso, o monitoramento é contínuo e as ações preventivas foram reforçadas.
Regiões concentram maior perigo
As áreas com maior probabilidade de incêndios florestais estão concentradas principalmente na Amazônia, Cerrado e parte da Caatinga.
Os estados do Amazonas, Pará, Tocantins, Maranhão e Mato Grosso aparecem entre os mais suscetíveis, devido à combinação de temperaturas elevadas, baixa umidade e redução das chuvas. Em regiões de transição entre Amazônia e Cerrado, a atividade agropecuária também contribui para ampliar o risco de propagação do fogo.
Governo reforça ações de prevenção
Diante das previsões, o Governo Federal ampliou o planejamento para enfrentar a temporada de incêndios.
Entre as medidas adotadas estão o aumento do efetivo de brigadistas, reuniões periódicas entre órgãos ambientais e centros de pesquisa, além do fortalecimento da Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo. A estratégia busca melhorar a resposta às ocorrências e reduzir os impactos sobre a população e os biomas brasileiros.
População deve evitar queimadas
Especialistas alertam que grande parte dos incêndios florestais tem origem em ações humanas, como queimadas para limpeza de terrenos ou descarte inadequado de materiais inflamáveis.
Durante o período mais seco do ano, a recomendação é evitar qualquer tipo de queima, comunicar rapidamente focos de incêndio às autoridades e seguir os alertas emitidos pelos órgãos oficiais de meteorologia e defesa civil. A prevenção continua sendo a principal ferramenta para reduzir a ocorrência de grandes incêndios e proteger vidas, propriedades e o meio ambiente.

