Uma tradicional empresa de móveis e eletrodomésticos de Santa Catarina chegou ao fim após décadas de atuação no mercado. A companhia enfrentou uma sequência de dificuldades financeiras e acumulou uma dívida milionária antes de ter a falência decretada pela Justiça.
O caso envolve a Schumann, empresa que construiu sua história no varejo catarinense e chegou a figurar entre as grandes redes do setor no estado.
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Empresa já enfrentava dificuldades financeiras
A Schumann não chegou à falência de forma repentina. A empresa já havia passado por problemas financeiros anteriormente e precisou recorrer à Justiça para tentar reorganizar suas contas.
Em 2015, a companhia entrou pela primeira vez em recuperação judicial. O processo acabou sendo encerrado anos depois, após a Justiça considerar que o plano de recuperação havia sido cumprido durante o período de fiscalização.
Pouco tempo depois, entretanto, a situação voltou a se deteriorar.
Nova crise levou a uma dívida milionária
Em 2024, a Schumann voltou a recorrer à recuperação judicial para tentar renegociar aproximadamente R$ 133 milhões em dívidas, sendo a maior parte dos débitos relacionada a fornecedores.
O novo processo demonstrava que a empresa ainda enfrentava dificuldades para manter sua estrutura financeira.
A companhia, que havia construído uma presença relevante no varejo de Santa Catarina, passou novamente a depender de medidas judiciais para tentar preservar suas atividades.
Rede chegou a ter forte presença em Santa Catarina
A Schumann iniciou sua história em Seara, no Oeste de Santa Catarina, e cresceu no segmento de móveis e eletrodomésticos.
A expansão fez com que a empresa se tornasse uma conhecida rede varejista no estado, atendendo consumidores de diferentes regiões.
A crise, portanto, atingiu uma companhia que durante décadas fez parte do comércio catarinense.
Recuperação judicial não conseguiu evitar o desfecho
A segunda tentativa de recuperação judicial tinha como principal objetivo reorganizar os débitos e permitir que a empresa continuasse funcionando.
O problema é que a recuperação judicial não representa uma garantia de continuidade. Quando a empresa não consegue cumprir as condições necessárias ou demonstra que não possui capacidade de superar a crise, a Justiça pode determinar a falência.
Foi esse o caminho que acabou levando ao encerramento da trajetória da tradicional companhia.
Dívida mostra o tamanho da crise
O valor de aproximadamente R$ 133 milhões em dívidas ajuda a dimensionar o tamanho do problema financeiro enfrentado pela Schumann.
Grande parte dos débitos estava concentrada em fornecedores, situação que pode comprometer diretamente a capacidade de uma varejista de manter estoques e continuar suas operações normalmente.
A situação também mostra como empresas tradicionais podem enfrentar dificuldades mesmo depois de décadas de presença no mercado.
Uma história marcada por duas recuperações judiciais
O caso da Schumann chama atenção justamente pela sequência dos acontecimentos.
A empresa passou por uma primeira recuperação judicial em 2015, conseguiu encerrar aquele processo após cumprir o plano estabelecido e, anos depois, voltou à Justiça diante de uma nova crise financeira.
A segunda recuperação veio poucos meses depois do encerramento da primeira, evidenciando a dificuldade da companhia em manter uma situação financeira sustentável.
Agora, com a falência decretada, chega ao fim uma trajetória de décadas no comércio de móveis e eletrodomésticos de Santa Catarina.

